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Categoria: Comportamento

Guarda Responsável – Parte 2: Em Ação…

Depois de refletir um pouco mais a respeito do assunto, é hora de entender o que de fato cabe a cada um de nós exercer como tutores e cidadãos.

É natural do comportamento e dos instintos caninos, buscar por atividades enraizadas a sua essência. Assim como; a caça, a reprodução e comportamentos relativos ao trabalho que naturalmente estariam realizando se não estivessem conosco.

A partir disso, também é comum que busquem formas de executar isso em ambiente doméstico. O que pode por muitas vezes se tornar inconveniente e até mesmo perigoso.

presp2E é nessa hora que precisamos assumir o papel de responsabilidade por aquilo que foi por nossa espécie cativado, desde o momento em que nossos antepassados domesticaram caninos impondo tantas alterações e adaptações as suas rotinas.

Certamente não podemos e nem mesmo devemos impedir os cães de agirem como cães. Todavia é de nossa total competência oferecer-lhes alternativas e possibilitar-lhes melhor convivência com este ambiente pouco familiarizado as suas ações e necessidades.

Um bom exemplo daquilo que podemos fazer por um cão, é atenuar sua frustração. Proporcionando-lhe muito além de mantê-lo em ambiente seguro, oferecer água fresca, boa alimentação, saúde em dia e carinho, doses diárias de exercícios e interações motivadoras. Que impulsionem seu interesse e estimulem sua energia física e mental.

Outro excelente benefício completamente acessível para reduzir a frustração e excitação excessiva dos cães (pets), é optar pela castração. Evitando assim, estímulos que propiciam fugas, agressividade com pessoas e com outros animais. Além de ser altamente recomendado pela medicina veterinária como ônus para uma vida mais longa e saudável.

Que tipo de exercícios ou estímulos posso proporcionar ao meu cão?

Repito que os cães, são animais altamente vigorosos por essência. Com isso, estão habilitados a caminhar por muitas horas e percorrer longas distâncias utilizando e exercitando naturalmente todos os seus sentidos. Por isso, uma das principais formas de atividade que podemos introduzir a rotina dos nossos cães é a caminhada diária.

Independente do espaço físico que esse cão venha a ter em ambiente doméstico, essa prática é essencial para seu bem estar integral.

Sempre levando em consideração o grau de atividade de cada cão, respeitando seus limites físicos e temperamentais, essa é sem dúvida uma excelente conduta, além de ser uma forma muito rica de interação entre cão e tutor.

Lembrando que também é fator ouro da guarda responsável, é utilizar métodos seguros e agradáveis na hora de caminhar com nossos cães.

Uma guia firme de tamanho médio , a coleira adequada ao porte e comportamento do animal, tal como a identificação e higienização do mesmo, são algumas das principais atitudes que devemos tomar quando compartilhamos com nossos cães esses momentos tão importantes e úteis para suas e para as nossas vidas.

Um pouco mais adiante no aspecto estímulo, existem também maneiras de fornecer ao cão melhor aproveitamento ambiental. Ativando sua mente e canalizando toda a sua energia através de atividades e brincadeiras que se assemelham bastante as ações que ele poderia exercer em ambiente natural.

Exemplos disso?

Hoje existe no mercado pet, inúmeras ferramentas que produzem tal experiência. Como os quebra-cabeças caninos, brinquedos inteligentes, recheáveis e muitos outros itens de extremo proveito na aproximação do cão doméstico a suas origens e ao suprimento de suas autênticas necessidades. Porém, infelizmente esta ainda não é uma possibilidade financeiramente acessível a todos. O que assim mesmo não impede que usemos de nossa capacidade criativa para buscar interações semelhantes com aquilo que temos em mãos.

Uma garrafa pet, por exemplo, pode se transformar em um brinquedo recheável (devidamente removidas; toda a estrutura da tampa, tampa e rótulo). Assim como uma simples caixa de sapatos pode se transformar em um quebra-cabeças e um pedaçinho do quintal pode virar um labirinto de caça. Tudo depende da nossa determinação em materializar o conhecimento adquirido em benefício dos nossos tão queridos animais de estimação.

Em situação normal, um cão saudável, bem assistido, que possuí alimentação de qualidade, socialização e afeto, é um cão feliz e que nãooferece qualquer incomodo aos tutores e a sociedade.

Portanto, guarda responsável é tudo aquilo que praticamos de forma coerente e disciplinada com o propósito de oferecer uma vida digna ao animal que escolhemos trazer para junto de nós.

Lutar pela expansão dessa conduta, é sem dúvida a mais viável forma de tornar cada vez mais raras as pequenas cenas diárias de extinção que assistimos quando encontramos um cão faminto, doente, fétito, maltratado ou mesmo sem vida na beira de uma rua ou avenida.

Assim como a desenfreada proliferação de cães errantes, cães ‘destrutivos’, ou mesmo cães capazes de comprometer a segurança de pessoas e outros animais.

Quando por qualquer motivo, não nos vemos em situação que viabilize tais ajustes em nosso cotidiano, talvez devamos considerar a atual impossibilidade de introduzir um novo ser a nossa vida.

O que para muitos, pode parecer radical, mas certamente é uma escolha consciente e harmonizada. Que desenvolverá maior compreensão e capacidade de quem sabe em um futuro, de médio a longo prazo, tornar tal opção mais oportuna e proveitosa.

Somente entendendo a dimensão da decisão de manter um animal sob nossos cuidados é possível desfrutar dos tantos aprendizados que a espécie canina pode nos oferecer e ser verdadeiramente feliz por viver essa experiência que é tão intensa e única.

Clique aqui e acompanhe a primeira parte desta publicação.

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Amar X Respeitar – Será que você respeita o cão que ama?

Há significativas diferenças entre o amor e o respeito para com seu cão.

Poucos são os seres humanos que percebem essa diferença no nível de viabilizar uma boa relação com seus animais.

E infelizmente na rotina da convivência social é a principal causa da falta de controle existente entre cães e tutores. Forte causa também de acidentes envolvendo cães. E isso é uma verdadeira lástima.

Uma vez que para evitar tais desfechos, somos cercados de informações e ferramentas que viabilizam nosso conhecimento a se ampliar a cada dia.

Mas se temos em mãos todas essas fontes de evolução, tantas possibilidades e facilitações para nossa relação com os cães com que convivemos, por que isto se torna tão complicado na prática?
Simples e estúpido. Porque seres humanos não gostam de lidar com a realidade.

O comum é que se fuja de tudo o que for real e se ostente uma fantasia repleta de miudezas graciosas, mas nada úteis a cerca de nosso cotidiano. O que certamente não é diferente na relação que mantemos com nossos animais de estimação.

Pessoas confundem o encanto dos animais com uma pseudo-humanidade da qual eles jamais fizeram ou farão parte. Com isso, o cão em especial, se torna uma espécie de ‘ser fantástico’, capaz de viver uma cinematográfica vida de peraltices e peculiaridades que certamente nada tem a ver com a sua felicidade quanto espécie.

Em bom e claro português, eis que o amor se fez vilão e o tutor humanizou seu cão. Humanizar um cão através de nossa percepção e lido, não o faz mais humano, mas certamente o torna cada vez menos cão. O afasta de sua natureza e indiretamente agride a sua existência em nosso tão complexo universo.

Eu acredito no amor saudável em prol de uma relação digna e verdadeiramente feliz entre cães e sua família humana!

Eu acredito em nós humanos como seres capazes de crescer através de nossas relações. Acredito em nossa natureza intelectual e em nossa pureza de alma. E por isso eu trabalho com extrema seriedade para conduzir e intermediar este lindo e tão único elo com aquele que é sem dúvida nosso mais leal amigo; o cão!

É realmente um desafiante aprendizado; amar de forma sensata e coerente. No entanto, alimentar o desejo de alcançar esta concepção e torna-la parte do dia a dia entre você e seu cão, é fazer com que a partir deste desejo, torne possível a evolução de seu afeto e consequentemente a maior realização de seus animais em sua experiência junto a você.

O aprimoramento na relação entre humanos e cães, é uma grande possibilidade para todos! Por isso, não deixem jamais de desejar a evolução!

Evoluir é duro, exige trabalho, concessão e uma profunda busca interior pelo respeito livre do egoísmo.

Todavia, é fundamental que possamos nos questionar:

– Estou disposto a mudar a relação com meu cão de forma a fornecer a ele tudo o que de fato condiz com suas necessidades de bem estar?

E assim se permitir a grata conquista de enxergar, gradativamente, em seu empenho para que isso se faça concreto; a felicidade do cão quanto ser vivo.

Um cão não é feliz por ter bens materiais, por não ser contrariado, ter shampoo cheiroso e coleira importada. Não é feliz e não está realizado por ter um pátio enorme, ou mesmo porque passeia e corre livremente.

Por que?

A felicidade de um cachorro é conquistada com muitos detalhes ainda invisíveis para muitos de nós. Pois como já citei, existe imensa dificuldade em enxergar a simplicidade da vida e aceitar a diferença entre as espécies na prática.

A verdadeira plenitude canina é de uma simplicidade espantosa para muitos e digna da admiração de todos.

Além da boa alimentação e atenção permanente a saúde integral do cão, o respeito para com o mesmo requer que o auxiliemos a viver em nosso mundo sem transforma-los no que não são. Sem exigir ou esperar o que não podem oferecer.

É estar atento a sua interação com o ambiente, é direcionar sua mente as regras da nossa sociedade, possibilitando alternativas para que sigam sua essência sem que isso traga problemas para eles ou para nós.

Simplesmente porque um cão não se preocupa em aparentar algo. Um cão se envolve com suas percepções, com o presente daquilo que vive.

Podemos ver um cão correndo, latindo para todos os lados e interpretar como um doce momento de liberdade. Porém para um olhar mais apurado, não é raro entender que se trata de um cão extremamente desequilibrado e frustrado.

Um cão pode se sentir muito mais alegre, na guia, ao lado de seu tutor, usando uma coleira confortável do que solto, muitas vezes confuso ou incomodado por não entender como agir. Contudo, a visão que temos do que ele nos demonstra, está associada ao que cultivamos como convicção. Mesmo que muitas vezes isso de nada tenha a ver com o que se passa na mente do animal.

E é este o ponto exato do tema que acabo de abordar. Quando isso parece bastar, é porque o amor e o respeito estão em desnível.

Para obter harmonia entre amor e respeito, a única coisa a ser feita é não ignorar esta diferença.

Agir com inteligência para usufruir da riqueza deste convívio é o melhor caminho para que todo o amor que sente por seu cão assegure uma vida completa para você e para ele.

Os cães e os fogos de artifício

O barulho estrondoso dos fogos de artifício deixa muitos cães nervosos, com medo ou assustados.

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Quando se aproxima o natal, ano novo ou alguma festa popular, a preocupação dos donos de cães é quase sempre como fazer com que o cão não se descontrole nesses momentos.

Primeiramente é importante saber que os cachorros possuem a audição quatro vezes mais potente do que a dos humanos. Assim, fica fácil entender a relação entre os cães e os fogos de artifício.

Os cães que não estão habituados ao barulho ou sons intensos geralmente reagem mal aos fogos de artifício. Alguns cães mostram-se incomodados, mas outros podem mesmo desenvolver fobias e entrar em pânico.

Muitos animais fogem apavorados e acabam perdidos e/ou atropelados; outros na ânsia de se livrarem do intenso barulho terminam enforcados em suas próprias correntes, coleiras; alguns animais têm convulsões; há ainda os que pulam das janelas de apartamentos, tamanho o pavor que sentem dos fogos. Não é difícil que um animal mude completamente seu comportamento após passar pela tortura de não ter como se livrar da intensa queima de fogos.

O pior de tudo é que nessas épocas, dificilmente se encontrará veterinários disponíveis para um atendimento emergencial, daí, o mais acertado é prevenir.

Sinais de medo

Não é difícil reconhecer quando um cão sofre com os sons intensos. Para isso basta observar como o cão muda radicalmente a sua atitude e comportamento.

Alguns sinais de ansiedade causados pelos fogos de artifício e outros sons intensos:

Tremores, Hiperatividade, Roer ou atacar objetos, Esconder-se, Arfar, Procurar atenção, (Tentar) Fugir, “Chorar”, Ladrar (Latir)

Como agir

O primeiro instinto dos donos é acalmar o cão, fazendo carícias e falando com voz terna. Mas os cães não pensam da mesma maneira que os humanos e ao reagir desta forma, os donos estão incentivando o medo, como que dizendo: “tem razão em agir desta forma”. Perante isso, os cães vão reforçar o comportamento, ou seja, vão se mostrar mais medrosos e ansiosos sempre que ouvirem barulhos intensos.

Por mais difícil que seja, os donos devem ignorar qualquer sinal de medo e recompensar o cão sempre que este se mostre calmo. Só inspirando confiança no cão, é que ele perde progressivamente o medo. Ou seja, se o cão começar a tremer, o dono não deve afagá-lo; se o cão se esconder, o dono não deve falar de forma terna. Use o seu tom normal para chamar o cão e cada passo que ele der em frente, recompense-o com elogios. Não deve também castigá-lo por mostrar medo. Leve o cão à cama dele para que aí se sinta em segurança. Se o cão não relaxar, tente brincar com ele.

A boa notícia para os donos é que os foguetes são fáceis de prever. Durante épocas de festa e no ano novo, tente minimizar a ação dos fogos de artifício no seu cão. Ter um cão implica sacrifício e o mais aconselhável é estar com ele nesses momentos. Os cães descontrolados e em pânico podem destruir a casa, atacando tapetes, atirando-se contra as portas, derrubar mesas, etc. É da responsabilidade do dono certificar-se que o cão se encontra em segurança. Além disso, a atitude calma e confiante do dono é vital para o cão nestas alturas.

Algumas medidas:

Fique na mesma sala (área) que o cão, não o deixe sozinho. Certifique-se que ele não tem como fugir do local onde se encontra. Feche as persianas e as cortinas para isolar o som e a luz. Ligue a televisão ou o rádio ou ponha um CD/DVD a tocar. Prepare um abrigo dentro de casa, uma espécie de toca, longe da janela, onde o cão possa “se abrigar”. Pode ser uma mesa coberta com uma toalha. Leve o cão até lá e dê-lhe um dos brinquedos para se distrair. Se a cama ou local de descanso do cão está junto da janela, coloque-a atrás de um sofá ou numa parte mais isolada da casa. Se conhecer um cão sociável que não tenha medo de sons intensos, traga-o para junto do seu, para lhe dar confiança. Compre/Faça um novo brinquedo e dê-lhe pouco antes dos foguetes. Utilize brinquedos recheados com comida e dê-lhe pouco tempo antes. Não leve o cão para fazer necessidades enquanto durarem os fogos de artifício. Antecipe o passeio para que o cão não faça necessidades devido ao medo. Alimente-o uma hora antes dos fogos de artifício começarem, para que esteja com sono na altura de soltar os foguetes. Nunca leve o cão a um espetáculo de fogos de artifício.

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Dessensibilização

As fobias dos cães podem ser anuladas se for desenvolvido um trabalho de dessensibilização. Isto é, ir progressivamente expondo o cão a sons, cada vez mais intensos e associando estes sons a coisas agradáveis, tais como comida. Procure um treinador ou pesquise produtos no mercado, existem CD’s comercializados com esse objetivo.

Em cachorros pequenos, que ainda não adquiriram medos, exponha-os aos barulhos normais do cotidiano. A cozinha é sempre um bom local para isso, uma vez que os pratos, panelas e talheres geram sempre barulho a serem manuseados. Embora não os dessensibilize em relação aos fogos-de-artifício, pode pelo menos ajudar a habituá-lo a sons mais intensos para que não entre em pânico.

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Entenda por que a audição dos cães é mais sensível que a dos humanos:

Os cães possuem uma capacidade auditiva diferente do ser humano. Assim, para efeitos de comparação, o ouvido canino é capaz de perceber sons com frequência entre 10 Hz (Hz = Hertz, uma unidade de medida da frequência de uma onda) e 40.000 Hz; já o homem percebe sons na faixa de 10 Hz a 20.000 Hz. Além disso, os cães conseguem detectar sons quatro vezes mais distantes que o ser humano. Isto acontece por razões de evolução e adaptação: o ser humano, com seus olhos posicionados bem à frente (ao contrário dos cães, que são mais laterais), consegue focar um objeto com maior precisão, além de ter um campo visual maior. Com esse aprimoramento da visão, a audição ficou em segundo plano. Nos cães, há maior dependência do sentido auditivo que nos homens; assim, sua audição deve “compensar” a sua visão. Por fim, o ser humano se tornou tão especializado em suas faculdades mentais (cognição e raciocínio) que a audição é apenas mais um suporte ao processo (junto com todos os outros sentidos).

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LEMBRE-SE:

.Os Perigos dos Fogos:

Fugas: tornando-se animais perdidos, atropelados e que vão provocar acidentes.

Mortes: enforcando-se na própria coleira quando não conseguem rompê-la pra fugir; atirando-se de janelas; atravessando portas de vidro; batendo a cabeça contra paredes e grades.

Graves ferimentos: quando atingido ou, sem saber, abocanhando um rojão achando que é algum objeto para brincar.

Comprometimento da audição: O deslocamento de ar provocado por estas explosões é que causa o estrondo que ouvimos. Aparentemente, se um artefato deste explodir muito próximo ao cão, pode ocorrer dano físico ao tímpano (ruptura ou laceração).

Traumas: com mudanças de temperamento para agressividade.

Ataques: investidas contra os próprios donos e outras pessoas.

Brigas: com outros animais com os quais convivem, inclusive.

Mutilações: no desespero de fugir chegam a se mutilar ao tentar atravessar grades e portões.

Convulsões (ataque epileptiformes).

Afogamento em piscinas.

Quedas de andares e alturas superiores.

– Aprisionamentos indesejados em porões e em lugares de difícil acesso.

Paradas cardiorrespiratórias, etc.

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Recomendações para com os animais:

– Acomodar os animais dentro de casa, em lugar onde possam se sentir em segurança, com iluminação suave e, se possível, um rádio ligado com música;

– Fechar portas e janelas para evitar fugas e suicídios;

– Dar alimentos leves pois distúrbios digestivos provocados pelo pânico podem matar (torção de estômago, por exemplo);

– Não deixar muitos cães juntos, pois irritados pelo barulho, podem brigar até a morte. Tente deixá-los em quartos separados, pois, na hora dos fogos, eles poderão morder uns aos outros, no desespero;

– Um pouco antes da meia noite, leve o seu animal para perto da tv ou aparelho de som e aumente aos poucos o volume, de tal forma que ele se distraia e se acostume com o som alto. Assim não ficará tão assustado com o barulho intenso e inesperado dos fogos;

– Jamais deixe o animal acorrentado, pois ele acaba se enforcando em função do pânico. O ideal é deixá-lo em um recinto fechado, sem as correntes e guia;

– Alguns veterinários aconselham o uso de tampões de algodão nos ouvidos que podem ser colocados minutos antes e retirados logo após os fogos. Esse procedimento ajudará muito aliviar o desespero que sentem na hora dos fogos;

– Piscinas também podem oferecer risco de morte ao seu animal. Deixe a piscina protegida e os animais bem longe dela.

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Seu cachorro sabe quando você está triste?

Quem aqui tem um cachorro de estimação provavelmente sabe que o animal é mais inteligente e emocional do que a maior parte das pessoas pensa. Isso porque sempre dizemos que o cachorro nos “entende”, sabendo quando estamos tristes, felizes ou passando por outros estados emocionais. E agora um estudo afirma que, realmente, os cachorros têm uma reação quando estamos chorando. A questão ainda a ser respondida é se isso é por empatia.

O espectro do estudo foi pequeno, incluindo 18 cães. A pessoa passava pelo animal em duas situações, chorando ou cantarolando. No fim, a maioria – 15 cachorros – se dirigiu até a pessoa quando essa estava mal, e apenas seis deles quando ela parecia bem.

“O fato dos cachorros diferenciarem entre o choro e o canto indica que a reposta dada ao choro não foi movida puramente pela curiosidade. Mas sim que isso gerou um apelo emocional maior nos cachorros e provocou uma reposta diferente do canto ou da conversa”, afirma a pesquisadora e psicóloga, Deborah Custance.

Além dos cachorros irem ao encontro da pessoa que chorava, treze dos quinze se aproximaram de maneira submissa, abaixando o rabo e a cabeça. Não é possível comprovar que isso seja uma atitude empática, mas parece que os animais sabem mesmo quando o dono não está bem.

Outro estudo recente comprovou que, no que toca ao entendimento canino e humano, os cachorros são melhores até do que os chimpanzés, que são nossos parentes mais próximos. A ideia da pesquisa era uma pessoa apontar um objeto para o animal, tanto para o cachorro quanto para o macaco, e aguardar que ele o trouxesse. O teste foi feito com gatos também, e apesar de alguns deles se mostrarem “melhores amigos do homem”, os cachorros ainda mantém sua posição de liderança.

E os resultados dependeram da raça do cão, em ambos os estudos. No caso do primeiro, foram usados labradores, retrievers e outras raças comuns. No segundo, foram usados tipos diferentes de cachorros, entre caçadores e domésticos. As raças domesticadas acabaram sendo melhores. Isso prova que é importante saber a genética do cachorro que se está lidando.

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Fonte: HypeScience 

cachorro é membro da família

Cão: um novo membro da família atual

Alguns anos atrás, o cachorro mesmo já tendo a fama de “melhor amigo do homem” vivia no quintal das casas e fazendas e se alimentava das sobras da comida dos seus donos. Não era permitida sua entrada dentro das casas e era tratado exclusivamente como um animal que ajudava nos trabalhos nas áreas rurais, ou como cão de guarda tomando conta das propriedades. Não era tratado como hoje, como se fosse um membro da família que necessita de carinho e atenção.

Muito diferente daquela época, no mundo competitivo de hoje, as famílias estão se formando mais tarde, diminuindo de tamanho e priorizando a carreira profissional buscando uma qualidade de vida cada vez melhor.

Em busca destes objetivos o homem muitas vezes se afasta da sua família, da sua cidade e vai para longe, ficando cada vez mais sozinho e mais carente . Não acostumado a viver sozinho e lidar com o vazio e o sentimento de solidão que muitos carregam em suas vidas, vão procurar suprir de alguma forma suas necessidades e carências afetivas e é aí que entram os pets.

O cão, na maioria das vezes escolhido por ser o famoso amigo fiel, inteligente e muito amoroso, acabou saindo do quintal e passou a viver não só dentro de casa, como muitas vezes em cima da cama!

Em muitos casos ocupando ou substituindo o lugar de um membro da família, o cão passou a levar uma vida muito humanizada, sendo privado de fazer coisas naturais e instintivas de sua própria espécie e vivendo uma vida muito “fácil” e muito menos canina.

Sem sombra de dúvidas o cachorro é um excelente companheiro, e ele pode ser melhor ainda se puder ser ele mesmo, andar na terra, rolar na grama, ter contato com outros cães… ou seja levar uma vida um pouco mais natural! Roupas, sapatos, excesso de banhos, perfumes, carrinhos são com certeza uma grande ofensa ao cão! Por isso se você ama o seu cachorro, deixe que ele viva como tal.

O papel do animal de companhia na família irá depender da estrutura familiar, da força física e emocional, da fragilidade de cada membro da família, das propensões emocionais e do clima social Lantzman, 2004).

Por conta deste convívio tão estreito e emocional que estamos abordando, nota-se um crescente aumento de problemas comportamentais nos cães, tais como: ansiedade de separação, depressão, agressividade, possessividade, dentre outros.

Existem muitas formas de proporcionar qualidade de vida de uma forma saudável e natural ao seu cão. Veja algumas maneiras fáceis e acessíveis que podem ajudar o seu cãozinho ter uma vida mais feliz:

  • Não usar acessórios e produtos em excesso;
  • Não privá-lo de se sujar de vez em quando;
  • Proporcionar exercícios físicos diários;
  • Adestramento é uma excelente forma de exercício físico e mental que atua na prevenção e na resolução de problemas comportamentais;
  • Socializar e interagir com outros cães;
  • Fazer com que ele tenha algum trabalho para conseguir o que deseja, seja comida, petiscos ou passeios;

Como identificar a depressão em cães e o que fazer

Os cães podem sofrer de distúrbios de humor associados à depressão, assim como os seres humanos. Mas por que isso acontece? Como diagnosticar a depressão em cães? Qual é a solução?

Alterações no ambiente são uma das principais causas

A depressão nos cães geralmente é resultado de uma situação traumática. Mudanças repentinas podem levar a essa condição: a chegada de outro cão ou de um bebê, mudança de residência, alteração na rotina do dono, morte de outro animal de estimação ou de um membro da família, situações estressantes como uma briga com outro cachorro e até mesmo alterações no clima, como a chegada do inverno.

Além disso, a depressão também pode estar relacionada às decisões dos donos em relação aos animais de estimação, como a superproteção, a falta de estímulo à socialização com outros cães e à prática de exercícios. Esses comportamentos mostram a falta de um bom direcionamento por parte do dono e podem causar doenças mentais que levam ao o mau comportamento e à depressão.

Comportamentos que permitem identificar o problema

©HubertFiguière/CreativeCommons
©HubertFiguière/CreativeCommons

Assim como os seres humanos, os cães costumam mostrar sinais de depressão. Os sintomas, no entanto, nem sempre são fáceis de identificar e podem ser confundidos com cansaço ou tédio, desviando a atenção de um problema mais grave e profundo.

Entre os comportamentos que permitem identificar o problema, podemos mencionar:

Falta de interação com outros cães e inatividade em casa ou em locais públicos: animais deprimidos podem deixar de socializar com outros animais e se afastar sem dar atenção às insistentes provocações para brincar.

Isso pode estar associado a outro sintoma, a inatividade, já que os cães nesse estado costumam ter falta de interesse em atividades como correr ou passear. Além disso, podemos notar que seus movimentos são mais lentos que o habitual.

Mudança de apetite: o cão deprimido costuma exteriorizar o problema alterando seus hábitos alimentares. Ele pode deixar de comer ou comer demais, aumentando repentinamente de peso.

Alterações no sono: os cães deprimidos geralmente dormem mais. Outros ficam mais nervosos e inquietos, o que os impede de pegar no sono.

Comportamentos estranhos: o cão também pode apresentar comportamentos fora do normal, como gemer e choramingar com frequência, ficar nervoso, indo de um lado para o outro, apegar-se excessivamente ao dono ou ficar escondido durante horas. Em casos mais graves, pode apresentar comportamentos autodestrutivos, como bater contra a parede, automutilar-se ou parar de comer.

Dicas para enfrentar a depressão em cães

Quando o cão apresenta com frequência algum desses sintomas, o primeiro passo consiste em consultar um veterinário para identificar o problema. Os comportamentos mencionados podem ser consequência de algum problema físico e não estar necessariamente relacionados à depressão.

Se, após a consulta, as suspeitas recaírem sobre um distúrbio de humor, é importante identificar as causas do problema. Depois desse passo, é possível tomar algumas ações, dependendo do conflito que causou a depressão.

Dedicar mais tempo ao cão e mantê-lo ocupado. Se a causa do distúrbio é uma alteração no ambiente, como uma mudança de residência ou modificação nos horários do dono, a melhor saída é destinar um período do dia para passear com o cachorro. Isso ajuda na estimulação mental.

©Cjcj /sxc.hu
©Cjcj /sxc.hu

Durante esse processo, é fundamental manter o cão exercitado e ocupado. Por isso, uma boa estratégia é acompanhá-lo em suas brincadeiras ou atividades favoritas. Além de dedicar mais tempo ao cão, é possível incluir brinquedos interativos para as horas em que não houver ninguém em casa. Isso vai permitir que ele se distraia e brinque por conta própria.

Um aspecto muito importante é evitar estimular constantemente um cão deprimido com prêmios ou petiscos. Ele pode entender que está sendo recompensado por apresentar esse comportamento negativo.

Socializar com outros cães: quando a depressão ocorre pela perda de um companheiro canino, o ideal é levá-lo com frequência a um parque para que ele socialize com outros cães. Também deve-se considerar a possibilidade de ter mais um animal de estimação em casa. Isso deve ser feito com cuidado, já que o cão pode se sentir deslocado.

Medicamentos para tratar a depressão em cães, sim ou não? Quando os métodos descritos não funcionarem, os medicamentos são uma solução possível, sobretudo se a depressão for causada por um desequilíbrio químico. O uso de medicamentos, no entanto, sempre deve ser considerado como última opção, prescrito e acompanhado por um profissional.

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Fonte: Animal Planet

TOC em cães: Pesquisadores identificam genes

TOC em cães

Correr o tempo todo atrás do rabo, perseguir sombras, roer as próprias patas por horas e horas, todos os dias. Os cães também sofrem do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), e um novo estudo ajuda a explicar por quê.

Os pesquisadores se concentraram em quatro genes ligados ao TOC em cães. Se os mesmos genes forem defeituosos em humanos – e há indícios de que isso acontece – esta linha de pesquisa poderia ajudar os cientistas a desenvolver drogas melhores para combater um distúrbio de difícil tratamento.

“Isso é muito animador porque as doenças psiquiátricas costumam ser hereditárias, e encontrar genes associados a elas é muito difícil”, afirma Elinor Karlsson, bióloga computacional do Instituto Broad da Universidade Harvard.

Os antidepressivos disponíveis para tratar o TOC em cães ou humanos só trazem benefícios a cerca de 50% dos pacientes, e ainda podem causar efeitos colaterais indesejados, acrescenta a pesquisadora.

“Podemos usar a genética para identificar quais vias neuronais são responsáveis por essas doenças? Podemos projetar drogas com uma atuação mais específica sobre essas vias”?, questiona. “Qualquer coisa que possamos usar para detectar exatamente o que há de errado será um grande avanço no tratamento dessas doenças”.

Em vez de lavar as mãos ou acumular objetos, os cães com TOC podem roer cobertores ou correr atrás do próprio rabo mais do que o normal. Muitas vezes, seus donos não conseguem distrair os animais de seus comportamentos obsessivos.

Algumas raças apresentam uma incidência particularmente alta de TOC em cães, sobretudo os dobermans. Como os cães são geneticamente mais simples que os seres humanos, Karlsson e seus colegas analisaram essa raça para estudar os genes associados ao TOC em cães.

Inicialmente, a equipe sequenciou e comparou grande parte do genoma de 90 dobermans com TOC com o de 60 dobermans saudáveis.

Eles procuraram regiões que pareciam ser diferentes em cães doentes e saudáveis, e genes que pareciam ser os mesmos nos dobermans, mas que diferiam em outras raças.

Ao analisar várias áreas suspeitas do genoma, os pesquisadores compararam os genes suspeitos dos dobermans com os genes de uma amostra de bull terriers, pastores de Shetland e pastores alemães, três raças que também apresentam alta incidência de TOC.

Essas análises detectaram quatro genes com uma elevada taxa de mutações em cães com comportamentos obsessivos-compulsivos, informou a equipe na edição deste domingo da revista Genome Biology. Os pesquisadores também encontraram mutações ligadas ao TOC em um pequeno segmento do genoma, bastante afastado de qualquer gene ligado à regulação de genes associados à doença.

Os genes analisados desempenham funções em vias neuronais associadas ao TOC humano, afirma Karlsson, sugerindo que os cães poderiam fornecer um modelo útil para o desenvolvimento de tratamentos melhores para humanos.

“O novo estudo é um grande avanço na resolução do mistério do TOC”, declara Janice Kloer- Matznick, pesquisadora comportamental que estuda a origem dos cães, em Central Point, Oregon. “Mas ainda há um longo caminho para uma compreensão profunda dos mecanismos da doença”.

“Há outras coisas que precisamos descobrir, como comportamentos anormais associados à interação dos alelos. Não existem evidências incontestáveis”, acrescenta. “Isso é muito ruim , pois dificulta a criação de um teste genético simples, que os criadores poderiam usar para selecionar os filhotes e evitar o cruzamento de portadores da doença”.

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Fonte: http://animalplanet.discoverybrasil.uol.com.br/pesquisadores-identificam-genes-do-toc-em-caes/

Curta-metragem capta a ansiedade e a esperança de um cão sozinho em casa

“Sozinho” é um filme de curta duração,  com direção de Victor Giannotti, que exemplifica, de forma bastante sensível, a angústia, ansiedade e também a esperança de um pequeno cão que aguarda a volta de seu dono para casa.

Os cães são animais sociais, e portanto, podem sentir-se inseguros ao serem deixados sozinhos, principalmente por longos períodos de tempo.

Sempre que possível, recomenda-se ter ao menos dois cães, ou um cão e um gato, para que façam companhia um ao outro, reduzindo a ocorrência de quadros de Ansiedade de Separação.

 

Comportamento compulsivo em gatos pode ser sinal de estresse

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Miar sem parar, andar em círculos e se automutilar são atitudes que podem ser evitadas com o preparo psicológico do animal e atividades ocupacionais.

Identificar comportamentos compulsivos em gatos não é fácil, visto que este distúrbio comportamental pode se apresentar com diversos tipos de comportamento e com intensidade em vários níveis. Um consenso entre veterinários é que a compulsão caracteriza-se pela realização de atividades repetitivas sem função lógica.

Este desequilíbrio comportamental costuma se manifestar em contextos de estresse ou ansiedade para o bichano, mas sua causa não é o evento em si e sim a predisposição genética.

Além do estresse a falta de espaço e a baixa variação de atividades físicas e mentais são gatilhos que intensificam as chances de aparecerem compulsões, que infelizmente, em sua maioria, uma vez desenvolvidas não desaparecem mais, mesmo que o animal seja submetido ao outro contexto.

Prevenção

Para evitar este problema as iniciativas são simples, e deveriam ser consideradas ações essenciais do dono com relação ao gato: a sociabilização do gato e a disposição de entretenimento para o animal.

A sociabilização do gato deve ser feita estimulando a experiência destes com animais de diferentes espécies, pessoas de diversas etnias, idades, gêneros e comportamentos, objetos diversos e sensações físicas variadas, pois estas vivências ao contribuírem para que haja menos estresse e ansiedade diante de novos estímulos durante a vida, evitam que o animal, por não se sentir preparado para lidar com certas situações, desenvolvam as compulsões.

A disposição de entretenimento é simples, basta que o dono proporcione um ambiente rico para a exploração do animal, de modo que ele possa gastar sua energia física e mental com atividades. A função do entretenimento na prevenção das compulsões acontece, pois o animal ocupado não terá interesse em realizar os desinteressantes comportamentos repetitivos e sem função.

Tratamento

Se o gato já desenvolveu uma compulsão, porém, não se deve entrar em desespero, pois o tratamento, apesar de difícil é possível. É preciso apenas avaliar se é realmente necessário combater a compulsão ou deixar que o felino conviva com ela, pois a tentativa de combate a uma compulsão leve pode desencadear em uma compulsão grave.

O critério para saber se uma compulsão deve ou não ser tratada é o fato de esta machucar ou não o animal. Para as compulsões que não causam danos, o uso de medicamentos e feromônios, a serem indicados pelo veterinário, podem ser boas iniciativas.

Já no caso das compulsões que causam problemas físicos ou são perigosas para a sobrevivência do gato, devem ser tratadas o quanto antes aliando a terapia medicamentosa à terapia comportamental, nesta, o animal será impedido através de bloqueios, sustos e pequenos desconfortos a realizar suas atividades compulsivas.

Ficar atento às reações do gato e proporcionar-lhe bem estar em sua rotina é fundamental para a prevenção do problema e melhora da qualidade de vida dos animais que já desenvolveram esta cicatriz psicológica.

por Giselle Coutinho

Cães não lambem seus donos por amor, diz pesquisa americana

Pode ser poético dizer que um cão encheu seu dono de beijos quando ele voltou de viagem, mas a realidade, estão descobrindo os cientistas, não é assim tão fofa.

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Isso porque cachorros são extremamente sensíveis a cheiros e sabores — coisas tão importantes para eles quanto a comunicação verbal ou a visão para os humanos.

Assim, quando um dono volta da rua cheio de novos cheiros e gostos, seja da mão daquele colega de trabalho que foi cumprimentado ou da sujeira do banco de metrô em que sentou, ele está oferecendo ao seu cachorro um festival de sensações.

Se seu cão quer saber por onde você andou, isso significa, claro, que ele vê algo de especial em você. Mas eles gostam de cheirar e lamber mesmo desconhecidos.

“Saber do papel do odor para eles mudou minha forma de pensar sobre a maneira alegre com que minha cachorra cumprimentava um visitante, indo diretamente na região genital dele”, diz Alexandra Horowitz, da Universidade Columbia (EUA).

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O comportamento da cachorra de Horowitz, que está lançando no Brasil o livro “A cabeça do cachorro” (BestSeller), faz todo sentido, diz.

As regiões genitais, assim como a boca e os sovacos, produzem muitos odores — e logo ensinamos às crianças a importância de lavá-las bem. Estando a boca e os sovacos geralmente mais distantes do cachorro, não é difícil imaginar que área ele vai atacar.

“Não deixar que um cão cheire um visitante equivale, entre humanos, a vendar-se na hora de abrir a porta para um estranho”, diz a cientista.

Para um cão, cada pessoa tem um cheiro inconfundível, o que faz com que eles nos identifiquem pelo odor. Humanos conseguem usar o nariz para saber, por exemplo, se alguém fumou, mas cachorros vão muito além.

Eles podem saber se você fez sexo, e até saber quem e quantas pessoas estavam junto. Ao se aproximar da sua boca, conseguem identificar o que você comeu.

Mais do que isso, cachorros sentem cheiro de medo.

“Gerações de crianças foram alertadas para nunca mostrar medo diante de um cão estranho”, diz Horowitz.

Não era à toa. Quando assustados, suamos, e o odor do nosso corpo entrega o pavor. Além disso, a adrenalina é inodora para nós, mas não para bichos de faro aguçado.

O olfato dos animais é tão bom que os cientistas querem utilizá-los na medicina.

Um estudo treinou cães para reconhecer a urina de pacientes com câncer. Os cientistas se assustaram. Os cães aprenderam a “diagnosticar” a doença: só erram 14 vezes em 1.272 tentativas.

Não se sabe direito quais substâncias eles aprenderam a reconhecer, mas alguns cientistas propõem “cães doutores” — pelos estudos feitos, eles acertam mais que muitos doutores humanos.

Fonte: Follha de São Paulo