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Autor: Lulu Adestradora Kim Master

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Um Cão em Harmonia é um Cão Feliz!

Que tal conviver com um cão em harmonia e feliz?

fotolia_10858188_XSA abordagem a seguir, é direcionada ao bem estar canino, que por sua vez é agente primordial na boa relação do animal com o ambiente que o cerca e consequentemente com todas as relações presentes em seu cotidiano.

É muito comum que se observe em panorama geral o comportamento do cão. Percebendo sinais de irritabilidade, agitação excessiva ou mesmo hostilidade com outros animais ou pessoas. No entanto, estes são comportamentos oriundos de uma série de contextos cotidianos, que a médio prazo podem se consolidar, tornando-se notáveis através das atitudes caninas para com o universo que o cerca.

Cão x Ambiente

Para uma relação harmônica entre o cão e o espaço aonde vive, as possibilidade passam longe de uma ótica limitada a estrutura física do local. O conforto canino tem muito mais ligação ao contexto vivenciado em determinado lugar do que com sua dimensão. Por isso, infelizmente não é incomum que tantos cães que habitam residenciais que contam com quintais enormes, estejam completamente infelizes e/ou apresentem desvios comportamentais, leves ou graves envolvendo compulsões.

Exemplos: Cães que perseguem a própria sombra, que mastigam obcecadamente a própria casinha, mordiscam o próprio corpo ou desenfreadamente persigam qualquer coisa ou ser que se movimente.

Para entender o que seu cão de fato necessita para uma convivência pacifica dentro de sua moradia, seja ela qual for, temos que estar atentos a sua interação com este local e com tudo o que o integra. Sendo de absoluta importância que haja uma dinâmica manutenção deste ambiente, pensada de forma a proporcionar que a mente do cão se nutra com cada espaço por ele ocupado. Possibilitando atividades físicas e principalmente intelectuais de pertencer a este meio, e dessa forma sentir-se em sintonia com ele.

Cão x Cão

Um cão que não se relaciona bem com o ambiente aonde vive/convive, não irá se relacionar bem com qualquer outro animal ou ser humano.

E mesmo que hajam diferentes apresentações dessa desarmonia, todas elas resultarão em uma só realidade, seja ela evidente a olho nu ou não: O desequilíbrio na socialização do cão.

E isso raramente se limitará a outros cães e animais. Pode hora outra se manifestar em hábitos ou atitudes indesejáveis por parte do cão, para com tudo o que fizer parte de seu dia a dia. O que incluí as pessoas, demais animais e todo o cenário que compõe sua rotina.

Se conseguirmos atender as necessidades individuais de um cão, damos o primeiro passo para apresenta-lo de forma pacifica a qualquer novo estímulo ou interação. Em outra oportunidade, pretendo abordar com maior enfoque tal contexto.

Considerações importantes:

Para oportunizar ao nosso companheiro canino pleno bem estar, é muito necessário ir além do conhecimento a cerca de sua espécie, é fundamental que haja atenção as características individuais do cão em questão.

Para que ocorra estabilidade, o nível de energia do animal precisa estar em compatibilidade com a intensidade de atividades por ele realizadas. Algo que para alguns cães, se torna quase impraticável suprir com uma rotina doméstica comum. Tendo em vista que a espécie canina, possuí nata capacidade de manter-se em atividade com pleno vigor e tenacidade por longos períodos, se isso estiver associado a um cão de temperamento hiperativo, é lógico que muito deverá ser adaptado para que suas necessidades de gasto energético sejam atendidas de forma satisfatória.

As diferenças entre um cão e outro não são meramente físicas e comportamentais, estas diferenças tem relação precisamente com as necessidades individuais de cada cão. E é a partir dessas diferenças que se torna possível compreender o que é preciso para estruturar uma rotina capaz de proporcionar real bem estar a este animal. Pois intimamente ligada a todos os aspectos comportamentais do cão, está o nível de relaxamento no qual sua mente se encontra. Um cão frustrado, entediado, amedrontado, ansioso ou mesmo entristecido, será um cão que certamente não demonstrará uma relação agradável com o ambiente e/ou como aqueles que compõe o ambiente.

Evidentemente existem muitos outros fatores capazes de influenciar a desarmonia do cão no ambiente em que vive. No entanto, para identificar corretamente a particularidade de cada situação é recomendável buscar ajuda de um profissional em comportamento canino, confiável, que trabalhe com métodos atualizados em sua cidade.

Guarda Responsável – Parte 2: Em Ação…

Depois de refletir um pouco mais a respeito do assunto, é hora de entender o que de fato cabe a cada um de nós exercer como tutores e cidadãos.

É natural do comportamento e dos instintos caninos, buscar por atividades enraizadas a sua essência. Assim como; a caça, a reprodução e comportamentos relativos ao trabalho que naturalmente estariam realizando se não estivessem conosco.

A partir disso, também é comum que busquem formas de executar isso em ambiente doméstico. O que pode por muitas vezes se tornar inconveniente e até mesmo perigoso.

presp2E é nessa hora que precisamos assumir o papel de responsabilidade por aquilo que foi por nossa espécie cativado, desde o momento em que nossos antepassados domesticaram caninos impondo tantas alterações e adaptações as suas rotinas.

Certamente não podemos e nem mesmo devemos impedir os cães de agirem como cães. Todavia é de nossa total competência oferecer-lhes alternativas e possibilitar-lhes melhor convivência com este ambiente pouco familiarizado as suas ações e necessidades.

Um bom exemplo daquilo que podemos fazer por um cão, é atenuar sua frustração. Proporcionando-lhe muito além de mantê-lo em ambiente seguro, oferecer água fresca, boa alimentação, saúde em dia e carinho, doses diárias de exercícios e interações motivadoras. Que impulsionem seu interesse e estimulem sua energia física e mental.

Outro excelente benefício completamente acessível para reduzir a frustração e excitação excessiva dos cães (pets), é optar pela castração. Evitando assim, estímulos que propiciam fugas, agressividade com pessoas e com outros animais. Além de ser altamente recomendado pela medicina veterinária como ônus para uma vida mais longa e saudável.

Que tipo de exercícios ou estímulos posso proporcionar ao meu cão?

Repito que os cães, são animais altamente vigorosos por essência. Com isso, estão habilitados a caminhar por muitas horas e percorrer longas distâncias utilizando e exercitando naturalmente todos os seus sentidos. Por isso, uma das principais formas de atividade que podemos introduzir a rotina dos nossos cães é a caminhada diária.

Independente do espaço físico que esse cão venha a ter em ambiente doméstico, essa prática é essencial para seu bem estar integral.

Sempre levando em consideração o grau de atividade de cada cão, respeitando seus limites físicos e temperamentais, essa é sem dúvida uma excelente conduta, além de ser uma forma muito rica de interação entre cão e tutor.

Lembrando que também é fator ouro da guarda responsável, é utilizar métodos seguros e agradáveis na hora de caminhar com nossos cães.

Uma guia firme de tamanho médio , a coleira adequada ao porte e comportamento do animal, tal como a identificação e higienização do mesmo, são algumas das principais atitudes que devemos tomar quando compartilhamos com nossos cães esses momentos tão importantes e úteis para suas e para as nossas vidas.

Um pouco mais adiante no aspecto estímulo, existem também maneiras de fornecer ao cão melhor aproveitamento ambiental. Ativando sua mente e canalizando toda a sua energia através de atividades e brincadeiras que se assemelham bastante as ações que ele poderia exercer em ambiente natural.

Exemplos disso?

Hoje existe no mercado pet, inúmeras ferramentas que produzem tal experiência. Como os quebra-cabeças caninos, brinquedos inteligentes, recheáveis e muitos outros itens de extremo proveito na aproximação do cão doméstico a suas origens e ao suprimento de suas autênticas necessidades. Porém, infelizmente esta ainda não é uma possibilidade financeiramente acessível a todos. O que assim mesmo não impede que usemos de nossa capacidade criativa para buscar interações semelhantes com aquilo que temos em mãos.

Uma garrafa pet, por exemplo, pode se transformar em um brinquedo recheável (devidamente removidas; toda a estrutura da tampa, tampa e rótulo). Assim como uma simples caixa de sapatos pode se transformar em um quebra-cabeças e um pedaçinho do quintal pode virar um labirinto de caça. Tudo depende da nossa determinação em materializar o conhecimento adquirido em benefício dos nossos tão queridos animais de estimação.

Em situação normal, um cão saudável, bem assistido, que possuí alimentação de qualidade, socialização e afeto, é um cão feliz e que nãooferece qualquer incomodo aos tutores e a sociedade.

Portanto, guarda responsável é tudo aquilo que praticamos de forma coerente e disciplinada com o propósito de oferecer uma vida digna ao animal que escolhemos trazer para junto de nós.

Lutar pela expansão dessa conduta, é sem dúvida a mais viável forma de tornar cada vez mais raras as pequenas cenas diárias de extinção que assistimos quando encontramos um cão faminto, doente, fétito, maltratado ou mesmo sem vida na beira de uma rua ou avenida.

Assim como a desenfreada proliferação de cães errantes, cães ‘destrutivos’, ou mesmo cães capazes de comprometer a segurança de pessoas e outros animais.

Quando por qualquer motivo, não nos vemos em situação que viabilize tais ajustes em nosso cotidiano, talvez devamos considerar a atual impossibilidade de introduzir um novo ser a nossa vida.

O que para muitos, pode parecer radical, mas certamente é uma escolha consciente e harmonizada. Que desenvolverá maior compreensão e capacidade de quem sabe em um futuro, de médio a longo prazo, tornar tal opção mais oportuna e proveitosa.

Somente entendendo a dimensão da decisão de manter um animal sob nossos cuidados é possível desfrutar dos tantos aprendizados que a espécie canina pode nos oferecer e ser verdadeiramente feliz por viver essa experiência que é tão intensa e única.

Clique aqui e acompanhe a primeira parte desta publicação.

Guarda Responsável – Parte 1: Convite a Reflexão…

A partir deste texto, darei início a um material que tem como intuito estimular uma nova e necessária leitura a respeito da presença dos cães em nossa sociedade e rotina.

Ter um companheiro de estimação é sem dúvida uma experiência muito valiosa. Repleta de descobertas, emoções, aprendizados únicos e eternos, que se bem geridos, certamente contribuirão infinitamente no aprimoramento de nossa vida.

No entanto, como para tantas outras possibilidades de vivência, devemos considerar e ponderar aspectos importantes antes da decisão final de inserir um novo ser em nosso cotidiano.

Não somente por se tratar de uma relação entre espécies distintas, com necessidades semelhantes e também opostas, como já citei nos artigos anteriores. Mas sim por esta opção portar alto teor de adaptação na rotina doméstica, social e familiar.

Citando aqui, os caninos, espécie com a qual atuo, convivo e estudo permanentemente. Seres domésticos, intensamente sociáveis. Próprios de significativa dependência no desenvolvimento de suas atividades básicas de sobrevivência em ambiente humano e convivência social. Providos de uma inteligência emocional apurada, capaz de capturar os mais simplórios estímulos ambientais e habilidade impressionante de associação e compreensão daquilo que o cerca. Esta opção merece uma atenção consciente, responsável e sensata.

Não são raros os casos aonde há uma ideia extremamente deturpada em manter um cão sob nossa responsabilidade. Atitudes culturalmente banalizadas, porém de importância indispensável na promoção do bem estar e dignidade de um animal quanto indivíduo. E é cada vez mais uma obrigação social repensa-las na prática.

Neste primeiro momento, pretendo abordar o raciocínio lógico de forma direta e clara.
Quando pensamos em abandono, possivelmente a cena que nos vem imediatamente a cabeça são cães errantes e sem raça definida (‘vira-latas’).

Entretanto, como eles foram parar ali? Sim. Muitos cães acabam nascendo (e morrendo também) em situação de rua. Mas cães não nascem em árvores. Então como isso aconteceu? E porque continua acontecendo?

Por isso, infelizmente o buraco é muito mais fundo do que parece.

Reflitamos; o que caracteriza o abandono?

Um cão negligenciado pode viver sob um teto. Possuir um nome, se alimentar regularmente e até mesmo ser dono de um conceituado pedigree.

Quando esquecido em uma garagem, sem qualquer cuidado veterinário, ou afeto. Desconsiderado como um ser que não é imune a doenças, fome  e tantas outras necessidades especificas e variáveis de um animal para outro. Quando visto como um animal que necessita liberdade incoerente a sua real capacidade de exercê-la.

Um cachorro não está capacitado a circular pelas ruas sem companhia humana, assim mesmo, quantas vezes encontramos ‘tutores’ que ignoram completamente os fatores de risco aos quais expõe seus animais ao libera-los para uma ‘tour’ pelo bairro?

E quando essa reflexão se estende, o que vem a ser os maus-tratos?
Para muitos, um cão escorraçado, agredido fisicamente ou morto através de atos cruéis.
Lamentavelmente, essa não é a única nuance de maus-tratos imposta a um cachorro.

Os maus-tratos inúmeras vezes ocorrem sob quatro paredes, sem qualquer menção física, sem grande notoriedade visual. E também em sua maioria, estão relacionados as ações anteriormente descritas, através do descaso e gradual desprezo aos principais requisitos que tornam um ser humano capaz de efetivamente manter um cão consigo.

Muitas pessoas ainda encontram no cão, um ser inferior, um ‘utensílio’, que vai desempenhar determinado papel enquanto puder ‘servir’ para tal.
É inegável que desde os primórdios, os cães possuem características natas de trabalhadores, protetores e caçadores. O que inclusive integra as atenções as quais devem ser atendidas quando decidimos trazê-los para nossa casa.

Todavia, retomando a atual condição canina em ambiente doméstico, não é necessário muito para entender que é dever do ser humano respeitar a essência do ser, e tornar seu convívio entre nós o mais pacifico e agradável possível.

O abandono é na verdade, a solidificação da incapacidade de proporcionar a um ser vivo uma atenção que possibilite a integridade de sua existência.

A conduta humana é uma agravante causa de acidentes e problemáticas em nossa sociedade. O que faz crescente a urgência de uma nova mobilização em busca da conscientização e responsabilidade social de cada cidadão.

O cão que atacou alguém na rua, teve uma causa para lá estar, e certamente uma motivação para chegar a tal reação. Assim como os cães que cruzam avenidas, ocasionalmente relacionados a acidentes entre carros ou mesmo vitimas de atropelamento. Os cão acometidos por zoonoses, os inúmeros sacrificados por não restar qualquer chance de cura, enfim… Não faltariam exemplos das consequências da nossa falta de pudor ao manipular a vida animal.

Por que tenho um cão em casa? O que este cão representa no meu dia a dia? Questionamentos importantes ao escolher a companhia canina como parte de nossa rotina.

Posso ter um cão guardião, um cão para acompanhar minhas atividades esportivas, um cão que me auxilie em trabalhos específicos, ou um cãozinho unicamente para fazer companhia. Mas jamais permitir que este cão não seja considerado como oriundo de uma natureza singular, que exige de nossas capacidades adaptativas total assessoria.

Clique aqui e confira a segunda parte deste artigo.

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Amar X Respeitar – Será que você respeita o cão que ama?

Há significativas diferenças entre o amor e o respeito para com seu cão.

Poucos são os seres humanos que percebem essa diferença no nível de viabilizar uma boa relação com seus animais.

E infelizmente na rotina da convivência social é a principal causa da falta de controle existente entre cães e tutores. Forte causa também de acidentes envolvendo cães. E isso é uma verdadeira lástima.

Uma vez que para evitar tais desfechos, somos cercados de informações e ferramentas que viabilizam nosso conhecimento a se ampliar a cada dia.

Mas se temos em mãos todas essas fontes de evolução, tantas possibilidades e facilitações para nossa relação com os cães com que convivemos, por que isto se torna tão complicado na prática?
Simples e estúpido. Porque seres humanos não gostam de lidar com a realidade.

O comum é que se fuja de tudo o que for real e se ostente uma fantasia repleta de miudezas graciosas, mas nada úteis a cerca de nosso cotidiano. O que certamente não é diferente na relação que mantemos com nossos animais de estimação.

Pessoas confundem o encanto dos animais com uma pseudo-humanidade da qual eles jamais fizeram ou farão parte. Com isso, o cão em especial, se torna uma espécie de ‘ser fantástico’, capaz de viver uma cinematográfica vida de peraltices e peculiaridades que certamente nada tem a ver com a sua felicidade quanto espécie.

Em bom e claro português, eis que o amor se fez vilão e o tutor humanizou seu cão. Humanizar um cão através de nossa percepção e lido, não o faz mais humano, mas certamente o torna cada vez menos cão. O afasta de sua natureza e indiretamente agride a sua existência em nosso tão complexo universo.

Eu acredito no amor saudável em prol de uma relação digna e verdadeiramente feliz entre cães e sua família humana!

Eu acredito em nós humanos como seres capazes de crescer através de nossas relações. Acredito em nossa natureza intelectual e em nossa pureza de alma. E por isso eu trabalho com extrema seriedade para conduzir e intermediar este lindo e tão único elo com aquele que é sem dúvida nosso mais leal amigo; o cão!

É realmente um desafiante aprendizado; amar de forma sensata e coerente. No entanto, alimentar o desejo de alcançar esta concepção e torna-la parte do dia a dia entre você e seu cão, é fazer com que a partir deste desejo, torne possível a evolução de seu afeto e consequentemente a maior realização de seus animais em sua experiência junto a você.

O aprimoramento na relação entre humanos e cães, é uma grande possibilidade para todos! Por isso, não deixem jamais de desejar a evolução!

Evoluir é duro, exige trabalho, concessão e uma profunda busca interior pelo respeito livre do egoísmo.

Todavia, é fundamental que possamos nos questionar:

– Estou disposto a mudar a relação com meu cão de forma a fornecer a ele tudo o que de fato condiz com suas necessidades de bem estar?

E assim se permitir a grata conquista de enxergar, gradativamente, em seu empenho para que isso se faça concreto; a felicidade do cão quanto ser vivo.

Um cão não é feliz por ter bens materiais, por não ser contrariado, ter shampoo cheiroso e coleira importada. Não é feliz e não está realizado por ter um pátio enorme, ou mesmo porque passeia e corre livremente.

Por que?

A felicidade de um cachorro é conquistada com muitos detalhes ainda invisíveis para muitos de nós. Pois como já citei, existe imensa dificuldade em enxergar a simplicidade da vida e aceitar a diferença entre as espécies na prática.

A verdadeira plenitude canina é de uma simplicidade espantosa para muitos e digna da admiração de todos.

Além da boa alimentação e atenção permanente a saúde integral do cão, o respeito para com o mesmo requer que o auxiliemos a viver em nosso mundo sem transforma-los no que não são. Sem exigir ou esperar o que não podem oferecer.

É estar atento a sua interação com o ambiente, é direcionar sua mente as regras da nossa sociedade, possibilitando alternativas para que sigam sua essência sem que isso traga problemas para eles ou para nós.

Simplesmente porque um cão não se preocupa em aparentar algo. Um cão se envolve com suas percepções, com o presente daquilo que vive.

Podemos ver um cão correndo, latindo para todos os lados e interpretar como um doce momento de liberdade. Porém para um olhar mais apurado, não é raro entender que se trata de um cão extremamente desequilibrado e frustrado.

Um cão pode se sentir muito mais alegre, na guia, ao lado de seu tutor, usando uma coleira confortável do que solto, muitas vezes confuso ou incomodado por não entender como agir. Contudo, a visão que temos do que ele nos demonstra, está associada ao que cultivamos como convicção. Mesmo que muitas vezes isso de nada tenha a ver com o que se passa na mente do animal.

E é este o ponto exato do tema que acabo de abordar. Quando isso parece bastar, é porque o amor e o respeito estão em desnível.

Para obter harmonia entre amor e respeito, a única coisa a ser feita é não ignorar esta diferença.

Agir com inteligência para usufruir da riqueza deste convívio é o melhor caminho para que todo o amor que sente por seu cão assegure uma vida completa para você e para ele.

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Latidos – Muito além do som

latidosO latido também faz parte da linguagem natural dos cães. Alguns cães são mais sonoros do que outros, por isso podem se comunicar mais através de latidos; seja nas brincadeiras ou mesmo nas interações com seus tutores e outros cães.

Porém, não é incomum que algumas pessoas se incomodem com o ladrar dos cães e busquem uma forma de cessar este hábito.

No entanto devemos sempre considerar alguns fatores antes de intervir nesta forma de comunicação do cão. Entre estas considerações as principais são:

1) Estes latidos acontecem em situações específicas ou a todo momento sem qualquer motivação aparente?
2) Existe excesso/’compulsão’, ou alguma característica agressiva nessa conduta?
3) Há um excesso por parte do meu cão ou apenas um incomodo pessoal?
4) É de extrema importância assegurar que a saúde do animal se encontra perfeita. Pois muitas vezes latidos aparentemente sem lógica, ocultam algum desconforto físico, orgânico e também dor.

Após cautelosa avaliação, podemos entender se existe de fato razão para um trabalho mais elaborado para atenuar este comportamento.