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Categoria: Veterinária

contra a caudectomia

Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) proíbe o corte da cauda em cães para fins estéticos

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Campanha contra a caudectomia na Austrália. Foto: RSPCA

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) determinou por meio da Resolução nº 1027, de 18 de junho de 2013, a proibição da prática de caudectomia – amputação ou corte da cauda de caninos para fins estéticos. O dispositivo modifica a Resolução nº 877, de 15 de fevereiro de 2008, que continha em seu texto apenas uma recomendação do CFMV para que a cirurgia não fosse feita.

Raças como Cocker Spaniel, Pinsher, Poodle, além de Pitbull, Rottweiller e Doberman são alvos comuns do procedimento que são corriqueiramente justificados como para “embelezar” o animal. De acordo com o Presidente do CFMV, Benedito Fortes de Arruda, o Conselho priva pelo bem-estar do animal.”Queremos coibir a caudectomia e conscientizar o Médico-Veterinário a não recomenda-la, já que amputar parte de um animal por motivo torpe é inadmissível”. Arruda acrescenta que toda a população pode procurar o Conselho Regional de Medicina Veterinária(CRMV) de seu Estado para denunciar a prática.

Desde 2008, o CFMV proíbe a cordectomia (cirurgia que retira as cordas vocais dos animais), a conchectomia (para levantar as orelhas) e a onicectomia ( extração das unhas de gatos).

O Médico- Veterinário que infringir as normas determinadas pelo CFMV estará sujeito a processo ético-profissional.

Assessoria de Comunicação do CFMV

Idade Senil no Cachorro varia conforme o indivíduo

Idade senil em animais varia conforme o indivíduo

Sempre existiu muita controvérsia e informações trocadas com relação à idade de cães em comparação com a dos homens. Há quem afirme que cada ano canino corresponde a sete humanos. Mas a verdade é que não existe uma regra fixa sobre isso. A idade canina depende de vários fatores, como raça e porte do animal. Por exemplo, um dog alemão, grande e vistoso, com nove anos de idade, pode viver menos que um poodle.

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Devido a essas variações, também não pode-se afirmar com exatidão quando um cão passa para a terceira idade. De acordo com o veterinário Breno Camacho, um animal chega à idade senil quando atinge 75% da expectativa de vida. “Ou seja, se um animal tem uma média de idade de 15 anos, sua senilidade se dá a partir dos 11 anos e dois meses.”
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A veterinária paulista Fabiana Grecco ressalta que quanto maior o cão, menor será sua longevidade — o que equivale dizer que um cachorro de grande porte vive menos do que um de pequeno porte.
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“Por exemplo, um maltês, um yorkshire, um poodle, eles vão ter uma vida mais longa. Então,  entram na terceira idade numa fase mais avançada. Aí, as raças grandes, como dog alemão, labrador, um boxer, já vão entrar na terceira idade numa idade mais curta”, afirma a veterinária.
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Assim como a fase idosa depende da raça, há doenças mais prevalentes em determinadas linhagens caninas. O médico veterinário é realmente a pessoa mais preparada para orientar os donos de animais sobre quais cuidados específicos devem ser tomados e garantir, dessa forma, mais qualidade de vida ao bichinho.
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Atenção redobrada

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Assim como todo ser vivo, o cão e o gato idosos merecem cuidados especiais que vão desde uma dieta específica, de acordo com o porte do animal e fase da vida, vacinas e vermifugação — que, ao contrário do que se pensa, deve continuar também nessa fase, de acordo com Breno Camacho. Outro ponto a ser ressaltado são os momentos de lazer; porém, respeitando o limite de exercício físico, “que diminui nessa fase da vida.”
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Há de se ter também um cuidado especial com a saúde bucal do cão de estimação. Fabiana Grecco alerta para o risco do acúmulo de placas bacterianas nos dentes caninos, pois elas se transformam em tártaro, criando um ambiente repleto de bactérias.
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O resultado desse acúmulo nocivo pode ser refletido em problemas cardíacos sérios, pois as placas de tártaro se deslocam e, ao serem ingeridas, ganham a corrente sanguínea, chegando ao coração. Os cães mais idosos tendem a ter mais dessas bactérias na dentição.
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“Hoje existem odonto veterinários que cuidam da saúde da boca dos cães. É importante fazer uma limpeza e procurar estar sempre em dia com esses cuidados”, recomenda Fabiana.
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Coroa enxuto

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Kojak, cachorro do fotógrafo Marcelo Barroso, pode ser considerado uma exceção. Aos 14 anos de idade, um basset hound “diferenciado”, nunca apresentou nenhuma doença séria e é considerado um “coroa enxuto” por seu dono, pois caminha e corre, late e uiva sem problemas.
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E qual o segredo para tanta disposição? Marcelo diz cuidar de seu cão com muito amor. Mas não  é só isso. Ele também sempre contou com o auxílio de ervas e até mesmo um toque místico.
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“Cuido dele só com plantas. Quando ele está comendo capim, é sinal que está com dor de barriga. Aí, dou mastruz com leite”, comenta o fotógrafo. “Ele come comida gordurosa, mas mesmo assim é raro adoecer.” Barroso percebe, porém, que o pelo de Kojak está ficando ralo e caindo.
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Quanto ao toque místico, Marcelo conta ter descoberto uma benzedeira de cachorros na Cidade da Esperança. Isso nos tempos de seu antigo cão, “Cheira-cola”. Quando ele adoeceu, o fotógrafo ficou sabendo dessa mulher curandeira de animais. Apesar de inicialmente ter negado ajuda, ela acabou cedendo. “Ela fez umas rezas com a vassoura pela manhã. À tarde ele já estava bom. Ela curou o meu cachorro.”
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Consulta regular é sempre a melhor prevenção

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Quais as principais doenças no cão/gato velhos?
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Assim como seres humanos os cães e gatos idosos tem maior predisposição a doenças infecciosas (pela diminuição da atividade do seu sistema imunológico). Daí, mais uma vez, a importância das vacinas e medidas preventivas de controle parasitário e de ectoparasitas como pulgas e carrapatos. Mas as doenças mais comuns nessa fase da vida são doenças cardiovasculares, renais e alguns tipos de tumores.
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A chamada terceira idade do animal depende da raça?
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A terceira idade como dito anteriormente dá-se a partir dos 75% da expectativa de vida do paciente. Partindo desse princípio temos que os animais de grande porte tendem a viver menos que os de pequeno porte da mesma espécie. Por exemplo um Rottweiler tem espectativa de vida menor que um Poodle ou Yorkshire, por exemplo.
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Quantas vezes um cão/gato nessa fase devem ir ao consultório veterinário?
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A consulta regular ao médico veterinário em qualquer fase da vida é sempre a melhor maneira de prevenir e tratar doenças sobretudo quando o paciente é um filhote ou idoso. Hoje em dia já existem geriatras veterinários, atendendo uma parcela dos nossos pacientes que tende a crescer cada vez mais. Principalmente devido medidas preventivas, como: alimentação balanceada, atividade física regular, higiene e carinho com este que hoje é considerado não mais um animal e sim um membro da família. Sendo assim os animais idosos devem passar por consultas regulares semestralmente, salvo em casos especiais (como pacientes com doenças renais ou cardíacas) onde o atendimento poderá ser antecipado pelo médico veterinário.
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Cuidados e prevenção de acidentes com cães e gatos nas festas de final de ano – Natal e Ano Novo (Reveillon)

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Dog-with-Fireworks-300x200Se as festas de Natal e ano-novo são motivos de alegria para muitos, para cães e gatos essa época pode ser traumática. Fogos de artifício, grande número de visitas em casa e alimentos natalinos ameaçam o sossego e a saúde dos bichos de estimação. Mas algumas dicas de como cuidar de seu animalzinho ajudam a prevenir problemas. “Os donos precisam ser proativos e se programar com seus animais muito antes da noite de Natal”, afirma Dan Wroblewski, médico veterinário formado pela Unifenas e campeão brasileiro de Agility.

Com a rotina completamente modificada durante as festas, os animais podem ficar agressivos. Um caminho para acalmá-los é a utilização de medicamentos específicos para eles. “Há ansiolíticos, fitoterápicos e diversos remédios que veterinários podem recomendar, dependendo do animal”, explica Dan.

Mas saiba que não adianta ir ao veterinário na véspera de Natal à procura de um milagre. “Há medicamentos que não funcionam de um dia para o outro, pois requerem um tratamento antecipado. O veterinário precisa de tempo para detectar o medo do animal”, esclarece Dan.

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Casa cheia

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Para que o animal se acostume com a presença de estranhos, é preciso de tempo e paciência. Se eles não estiveram habituados com a presença de outras pessoas, não será de repente que tudo ficará bem. “As pessoas deveriam socializar os animais desde filhotes”, afirma Dan.

“Se o animal não estiver acostumado com outras pessoas que podem visitar a casa, o melhor é que ele seja colocado em algum local mais tranquilo, aonde vai se sentir bem”, diz o veterinário. Outra recomendação é que o animal não seja preso por coleira, pois ele pode se assustar com os barulhos e acabar se machucando.

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Fogos de artifício

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dog-fireworks-270x300O principal barulho que costuma tirar a calma de cães e gatos são os de fogos de artifício. “É possível comprar CDs com sons de fogos de artifício para acostumar os animais desde cedo com esse barulho”, sugere Dan.

O ideal seria colocar para tocar baixinho e aumentar gradativamente esses CDs durante momentos prazerosos dos animais, como a hora da comida. Assim, eles não irão associar os fogos com algo negativo. No dia de Natal, também é recomendado colocar os sons para tocar desde cedo para acostumar os animais.

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Sugestões de procedimentos preventivos e atenuantes do stress provocado por fogos de artifício aos animais de estimação

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Comemorações com fogos de artifício são traumáticas para os animais, cuja audição é mais acurada que a humana. Muitos da fauna silvestre morrem e sofrem alterações do seu ciclo reprodutor. Os cães latem em desespero e enforcam-se nas correntes. Eles e os gatos têm taquicardia, salivação, tremores, medo de morrer, e escondem-se em locais minúsculos, fogem para nunca mais serem encontrados, provocam acidentes nas vias públicas e são vítimas de atropelamento.  Há animais que, pelo trauma, mudam de temperamento e chegam até ao suicídio.

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Adotando alguns procedimentos simples, pode-se diminuir o sofrimento deles:

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  •  procure um veterinário para sedar os animais, no caso de cães muito agitados;
  • evite acorrentá-los, pois poderão enforcar-se
  • acomode-os em um cômodo dentro da casa onde possa mantê-los em segurança, fechando as portas e janelas, bem como proporcionando iluminação suave
  • evite deixar muitos cães juntos pois, excitados pelo barulho, podem brigar até à morte
  • dê alimentos leves, pois distúrbios estomacais provocados pelo pânico levam à morte
  • identifique seus animais com placas na coleira, para o caso de fuga
  • tente colocar tampões de algodão nos ouvidos deles
  • estenda cobertores nas janelas e no chão, para abafar o som. Cubra-os com um edredon;
  • deixe o guarda-roupas aberto, mas prepare-se porque eles poderão urinar, por medo
  • coloque-os próximos a rádios ou TV ligados e vá aumentando o volume, antes dos fogos;
  • cubra as gaiolas dos pássaros
  • Florais de Bach: rescue + cherry plum + rock rose + mimulus + vervain + sweet chestnut (*)

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Estas essências, combinadas, funcionam bem para cães, gatos, aves e eqüinos. Mande preparar em farmácia de manipulação ou homeopática, SEM conservantes

(ÁLCOOL, GLICERINA e similares), e guarde-a na geladeira (dura todo o vidro, independente do que digam)

Dê 4 vezes ao dia, diretamente na boca do animal: 2 gotas para pequenas aves; 4 gotas para gatos e cães de pequeno e médio porte; 6 gotas para cães de grande porte.

Para eqüinos, coloque 30 gotas no bebedouro, 4 vezes ao dia.
Comece a ministrar o Floral 2 ou 3 dias antes das comemorações e continue por uma semana após.

( * ) receita da Drª. Martha Follainmfollain@terra.com.br http://www.floraisecia.com.br/

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Ceia especial

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O jantar de Natal é uma perdição, mas nada de dar um pedacinho de pernil ou o restinho de tender para os cães e gatos, pois essas comidas podem ser extremamente perigosas para eles. “A flora intestinal dos animais não está acostumada com ingredientes mais pesadas e isso pode provocar diarreia e até problemas mais sérios”, alerta o veterinário.

É possível, no entanto, montar uma ceia especial para os animais, com snacks próprios para bichos e até mesmo alimentos sem condimentos, como peito de peru e fígado fervidos. “Mas atenção: esses alimentos diferentes devem representar apenas 10% da quantidade de comida que eles ingerem diariamente”, afirma.

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Hotelzinho

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Caso os donos optem por colocar os pets em hoteizinhos nas festas de fim de ano e durante uma viagem, a atenção deve ser redobrada. “O mais importante é que o dono conheça exatamente o hotel. Ele vai ficar enjaulado? Vai ter contato com outros animais? Vai haver recreação?”, alerta Dan.

Para evitar que o bichinho fique muito estressado na hora da separação de seu dono, Dan também dá outra importante dica. “Leve um fim de semana antes o animal para o hotel e passe uma tarde com ele. Experimente também deixá-lo uma noite qualquer no local. Assim, ele já estará adaptado no período das festas de fim de ano”, finaliza Dan Wroblewski.

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