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Idade Senil no Cachorro varia conforme o indivíduo

Idade senil em animais varia conforme o indivíduo

Sempre existiu muita controvérsia e informações trocadas com relação à idade de cães em comparação com a dos homens. Há quem afirme que cada ano canino corresponde a sete humanos. Mas a verdade é que não existe uma regra fixa sobre isso. A idade canina depende de vários fatores, como raça e porte do animal. Por exemplo, um dog alemão, grande e vistoso, com nove anos de idade, pode viver menos que um poodle.

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Devido a essas variações, também não pode-se afirmar com exatidão quando um cão passa para a terceira idade. De acordo com o veterinário Breno Camacho, um animal chega à idade senil quando atinge 75% da expectativa de vida. “Ou seja, se um animal tem uma média de idade de 15 anos, sua senilidade se dá a partir dos 11 anos e dois meses.”
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A veterinária paulista Fabiana Grecco ressalta que quanto maior o cão, menor será sua longevidade — o que equivale dizer que um cachorro de grande porte vive menos do que um de pequeno porte.
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“Por exemplo, um maltês, um yorkshire, um poodle, eles vão ter uma vida mais longa. Então,  entram na terceira idade numa fase mais avançada. Aí, as raças grandes, como dog alemão, labrador, um boxer, já vão entrar na terceira idade numa idade mais curta”, afirma a veterinária.
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Assim como a fase idosa depende da raça, há doenças mais prevalentes em determinadas linhagens caninas. O médico veterinário é realmente a pessoa mais preparada para orientar os donos de animais sobre quais cuidados específicos devem ser tomados e garantir, dessa forma, mais qualidade de vida ao bichinho.
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Atenção redobrada

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Assim como todo ser vivo, o cão e o gato idosos merecem cuidados especiais que vão desde uma dieta específica, de acordo com o porte do animal e fase da vida, vacinas e vermifugação — que, ao contrário do que se pensa, deve continuar também nessa fase, de acordo com Breno Camacho. Outro ponto a ser ressaltado são os momentos de lazer; porém, respeitando o limite de exercício físico, “que diminui nessa fase da vida.”
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Há de se ter também um cuidado especial com a saúde bucal do cão de estimação. Fabiana Grecco alerta para o risco do acúmulo de placas bacterianas nos dentes caninos, pois elas se transformam em tártaro, criando um ambiente repleto de bactérias.
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O resultado desse acúmulo nocivo pode ser refletido em problemas cardíacos sérios, pois as placas de tártaro se deslocam e, ao serem ingeridas, ganham a corrente sanguínea, chegando ao coração. Os cães mais idosos tendem a ter mais dessas bactérias na dentição.
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“Hoje existem odonto veterinários que cuidam da saúde da boca dos cães. É importante fazer uma limpeza e procurar estar sempre em dia com esses cuidados”, recomenda Fabiana.
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Coroa enxuto

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Kojak, cachorro do fotógrafo Marcelo Barroso, pode ser considerado uma exceção. Aos 14 anos de idade, um basset hound “diferenciado”, nunca apresentou nenhuma doença séria e é considerado um “coroa enxuto” por seu dono, pois caminha e corre, late e uiva sem problemas.
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E qual o segredo para tanta disposição? Marcelo diz cuidar de seu cão com muito amor. Mas não  é só isso. Ele também sempre contou com o auxílio de ervas e até mesmo um toque místico.
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“Cuido dele só com plantas. Quando ele está comendo capim, é sinal que está com dor de barriga. Aí, dou mastruz com leite”, comenta o fotógrafo. “Ele come comida gordurosa, mas mesmo assim é raro adoecer.” Barroso percebe, porém, que o pelo de Kojak está ficando ralo e caindo.
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Quanto ao toque místico, Marcelo conta ter descoberto uma benzedeira de cachorros na Cidade da Esperança. Isso nos tempos de seu antigo cão, “Cheira-cola”. Quando ele adoeceu, o fotógrafo ficou sabendo dessa mulher curandeira de animais. Apesar de inicialmente ter negado ajuda, ela acabou cedendo. “Ela fez umas rezas com a vassoura pela manhã. À tarde ele já estava bom. Ela curou o meu cachorro.”
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Consulta regular é sempre a melhor prevenção

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Quais as principais doenças no cão/gato velhos?
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Assim como seres humanos os cães e gatos idosos tem maior predisposição a doenças infecciosas (pela diminuição da atividade do seu sistema imunológico). Daí, mais uma vez, a importância das vacinas e medidas preventivas de controle parasitário e de ectoparasitas como pulgas e carrapatos. Mas as doenças mais comuns nessa fase da vida são doenças cardiovasculares, renais e alguns tipos de tumores.
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A chamada terceira idade do animal depende da raça?
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A terceira idade como dito anteriormente dá-se a partir dos 75% da expectativa de vida do paciente. Partindo desse princípio temos que os animais de grande porte tendem a viver menos que os de pequeno porte da mesma espécie. Por exemplo um Rottweiler tem espectativa de vida menor que um Poodle ou Yorkshire, por exemplo.
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Quantas vezes um cão/gato nessa fase devem ir ao consultório veterinário?
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A consulta regular ao médico veterinário em qualquer fase da vida é sempre a melhor maneira de prevenir e tratar doenças sobretudo quando o paciente é um filhote ou idoso. Hoje em dia já existem geriatras veterinários, atendendo uma parcela dos nossos pacientes que tende a crescer cada vez mais. Principalmente devido medidas preventivas, como: alimentação balanceada, atividade física regular, higiene e carinho com este que hoje é considerado não mais um animal e sim um membro da família. Sendo assim os animais idosos devem passar por consultas regulares semestralmente, salvo em casos especiais (como pacientes com doenças renais ou cardíacas) onde o atendimento poderá ser antecipado pelo médico veterinário.
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Seu cão está ficando idoso? Leve-o para caminhar e evite ao máximo a Síndrome de Disfunção Cognitiva em Cães (SDC)!

Seu cão está ficando idoso? Leve-o para caminhar e evite ao máximo a Síndrome de Disfunção Cognitiva em Cães (SDC)!

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Ninguém sabe exatamente por quais motivos cães – e pessoas – vão perdendo suas capacidades mentais conforme ficam mais velhos. Mas sejam eles quais forem, o fato é que o cérebro e o sistema nervoso dos cães (e os nossos!) mudam drasticamente conforme eles envelhecem.

Cães mais velhos possuem cérebros mais leves do que cães jovens. A mudança é bastante significativa e o cérebro mais velho pode terminar até 25% mais leve! É importante notar que esta mudança não deve-se necessariamente à morte de células cerebrais. Na verdade, em grande parte é a perda das conexões que já não são mais feitas entre as células que reduz o tamanho e o peso do cérebro! Nossos peludos começam a entrar na “terceira idade” em torno dos sete anos de vida.

O equivalente canino ao mal de Alzheimer que acomete humanos é chamado de Síndrome de Disfunção Cognitiva em Cães (SDC).

Sintomas

Se seu cão sofrer deste mal, você possivelmente notará que ele está apresentando mudanças de comportamento que geralmente incluem: esquecimento (esquecer o treino do banheiro, pode não responder mais ao próprio nome etc.), desorientaçãonão reconhecer membros da família, sono alterado (passar noites acordado, inclusive podendo latir sem razão e controle e dormir em excesso durante o dia), não responder mais a comandos, e outros lapsos no comportamento habitual. A doença é bastante comum e, com base em dados estatísticos disponíveis, é possível sugerir que cerca de 25% dos cães com mais de dez anos de idade apresentem ao menos um dos sintomas associados ao envelhecimento cerebral. Em cães com mais de 15 anos de idade, mais de 60% são afetados de alguma maneira.
Pesquisas recentes têm mostrado que um dos fatores mais significativos para evitar o declínio das capacidades mentais é manter a mente ocupada e desafiada. Uma pesquisa da Universidade Milgram, de Toronto, demonstrou que ao manter cães idosos mentalmente ativos e estimulados, a deteriorização mental observada em novos aprendizados e na falta de capacidade para solucionar problemas foi grandemente reduzida ou até revertida!

Prevenção

E adivinhem quem figura como campeão na prevenção das perdas das funções mentais? O exercício físico! Estudos realizados com idosos humanos revelam que caminhar com regularidade protege o cérebro e também aumenta a capacidade de aprendizado, a concentração e o raciocínio abstrato em pessoas que caminham pelo menos 20 minutos por dia. Caminhadas parecem ser especialmente benéficas para nossos cérebros – de humanos e caninos – porque aumentam a circulação de oxigênio e de glicose que alcançam o cérebro. Ao caminhar, cães e pessoas, literalmente oxigenam o cérebro. Estudos mostram que em resposta ao exercício físico, as veias cerebrais podem aumentar, mesmo em animais de meia-idade sedentários até então.
Embora existam mais pesquisas com idosos humanos neste área do que com cães idosos, o time de pesquisadores da Universidade de Toronto vem replicando várias descobertas com cães. E não há razões para esperar que o sistema nervoso dos cachorros responda de maneira diferente ao de outros mamíferos testados até então (humanos e ratos).
Também é importante manter seu cão curioso e estimulado, para isso você pode:
  • variar o percurso das caminhadas e dos passeios
  • apresentá-lo a novos estímulos e
  • criar rotinas de exercícios que envolvam comandos.
Quem sempre manda o cão sentar antes de ganhar a comida, não o estimula. Ensine vários comandos diferentes e simples para seu amigo peludo e cada dia peça a ele que faça uns dois diferentes antes de ganhar o que quer que seja (sair para passear, comida, carinho, o direito de subir na cama ou no sofá etc.).

Se você tem um cão caminhando para a terceira idade ou se já tem um idosinho que começou a mostrar sintomas da Síndrome de Disfunção Cognitiva em Cães (SDC), uma maneira simples e eficiente de desacelerar o processo de deteriorização do cérebro do seu melhor amigo de patas, e talvez até de diminuir os efeitos totais de envelhecimento, é levá-lo para passear! Quanto mais frequentes e longas as caminhadas, mais lento ocorrerá o declínio mental que acontece com o avançar dos anos. E como os estudos têm demonstrado, você e seu cérebro também ficarão mais protegidos e jovens!