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O rosnado revela algo sobre o tamanho do cão

Cães são capazes de avaliar o tamanho de outro cão ao ouvir seu rosnado – Cognição Social

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Os cães podem utilizar informações acústicas (som) para aprender mais a respeito de outro cão? Eles podem avaliar o tamanho de um outro cão apenas ouvindo seu rosnado?

Diversos estudos sugerem que os cães, assim como os primatas, utilizam uma representação mental do emissor do sinal após terem ouvido sua vocalização e podem parear esta representação com outros aspectos providos pela visão.

Recentemente, descobriu-se que o rosnado de um cão é contexto-específico e contém informação sobre o tamanho do corpo do emissor.  Ainda não está claro se os cães conseguem utilizar a informação codificada. Neste experimento, foi testado se os cães são capazes de avaliar o tamanho do outro cão após ouvirem um rosnado agressivo pareado com a projeção simultânea de duas imagens de cães. Uma delas correspondendo ao tamanho do cão a rosnar, enquanto a outra 30% maior ou menor. Nos grupos controle, ruídos, imagens de gatos ou projeções de formas geométricas (triângulos) foram utilizadas.

Os resultados demonstraram que os cães olham primeiro e por mais tempo para a imagem do cão que corresponde ao tamanho certo. Não se observou preferências em qualquer dos estímulos do controle, sugerindo que os cães têm uma representação mental do emissor do rosnado quando ouvem sua vocalização.

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Fonte: Faragó, T., Pongrácz, P., Miklósi, Á., Huber, L., Virányi, Z., & Range, F. (2010) Dogs’ Expectation about Signalers’ Body Size by Virtue of Their Growls. PLoS ONE 5(12): e15175

agressividade em cães pode levar a acidentes

Aprender a linguagem canina pode evitar acidentes com cães

Você realmente sabe qual a importância de saber ler os comportamentos de seu cão?

É de grande importância conhecer claramente a linguagem canina, especialmente quem lida diariamente com cães.

Qualquer ação de um animal é total responsabilidade do condutor / dono, que pode responder legalmente um processo por lesão corporal a terceiros.

Se você é proprietário de um cão, seja um poodle ou um pit bull – não importa a raça nem o porte do animal – saiba que poderá ser processado e até mesmo ir para a cadeia caso seu animal morda alguém na rua, ou mesmo através do portão de sua casa.

No vídeo a seguir, o policial poderia ter evitado um acidente se tivesse o devido treinamento e soubesse antecipar as ações do cão com base em sinais corporais típicos da linguagem canina.

Pode-se observar claramente no vídeo que o cão demonstra desconforto com a proximidade demasiada do repórter e lambe o focinho diversas vezes antes de atacá-lo. Estas lambidas são, neste contexto, uma advertência ao repórter. O cão quer dizer com isso que, caso o repórter persista ele o morderá…

E você? Já teve algum problema com agressividade em cães? Conte para nós deixando seu comentário abaixo!

agressividade em cães pode ser depressão

Estudo revela que agressividade em cães pode ser sintoma de depressão.

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Um estudo da Universidade de Zaragoza, na Espanha, indica que cães que rosnam, latem e mordem não são necessariamente agressivos por natureza – eles podem estar sofrendo de depressão. As informações são do Daily Mail. Os cientistas pesquisaram animais domésticos e descobriram que cães mal comportados tendem a ter baixos níveis de serotonina no cérebro – substância que os deixa mais calmos e felizes. Nos humanos, uma queda no nível de serotonina está ligada à depressão, à ansiedade e às mudanças de humor.

Os pesquisadores afirmam ainda que os resultados do estudo da agressividade em cães podem levar a novos tratamentos para cães agressivos, inclusive aumentar o uso de Prozac para animais. Segundo Belen Rosado, que liderou a pesquisa, a agressão, principalmente contra humanos, é o problema de comportamento mais comum em cães.

De acordo com a reportagem, cerca de 3,8 mil pacientes são tratados por ano pelo serviço de saúde britânico depois de serem mordidos por cachorros e muitos desses animais são sacrificados.

A pesquisa

Os cientistas estudaram o sangue de 80 cães encaminhados a dois hospitais veterinários após seus donos relatarem que os animais era agressivos. As amostras foram comparadas com o sangue de 19 cachorros considerados de comportamento normal. O resultado indicou que os animais agressivos tinham baixo nível de serotonina.

Os níveis mais baixos vinham de animais cujo comportamento antissocial parecia ser uma tentativa de autodefesa. Além disso, eles tinham altos níveis de cortisol, um hormônio ligado ao estresse.

Os pesquisadores afirmam que o estudo pode tornar mais fácil o diagnóstico de depressão canina, que pode ser causada por animais que passeiam pouco ou que ficam sozinhos por muitas horas por dia.

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