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Revista M de Mulher – Mundo Animal

Entrevista com Helena Truksa para a Revista M de Mulher, Editora Abril – Setembro / 2009

Sou uma psicóloga de cachorro

Aplico terapia para resolver problemas de comportamento. O mais difícil é modificar o dono.

 

Reportagem: Vanessa Chaves

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Helena e Bob

Volta e meia, quando falo da minha profissão, vem a piada: ”Você bate um papo com o cachorro?”. Outros confundem o que faço com adestramento. São coisas diferentes.

O foco do meu trabalho é, na verdade, a relação do bicho com o dono. Até porque, em 90% dos casos, a origem do problema do cachorro está nas atitudes de quem o educa – ou deseduca.

Há casos bem sérios

Falar em terapia com animais parece engraçado. Porém, não faltam histórias de esposas que ameaçam sair de casa se o marido não der um jeito no cachorro, ou de cães que latem tanto que os vizinhos pedem para a família se mudar. O bom comportamento do bicho tem influência direta naqualidade de vida dos donos.

Eu atendo uma média de 30 cães por mês. Gosto de observar o animal no ambiente dele. Reúno o maior número possível de pessoas que lidam com ele na casa para descobrir o porquê do comportamento problemático. Às vezes, uma sessão é o suficiente para resolver a queixa.
Outras, marco encontros duas vezes por semana até o problema desaparecer.

Tem os hipersexuais

Boa parte dos casos que atendo são de hipersexualidade. São aqueles cães que pulam na perna da visita e agem como se estivessem cruzando. Na maior parte das vezes, esse comportamento nada tem a ver com falta de sexo. É apenas uma tentativa de chamar a atenção do dono. Como ele percebe que, ao fazer isso, se torna o centro das atenções, o cão repete mais vezes a cena desagradável. A família deve dar um comando ao animal e agradá-lo logo antes de a visita chegar.

Já peguei um são bernardo com desvio de temperamento. O cachorro pesava uns 80 quilos e era extremamente agressivo. Atacava até os donos. Neste caso, tivemos de recorrer a medicamentos e, um veterinário receitou antidepressivos para o cachorro.

Quem manda 

Acredite, é simples cuidar do seu bichinho e manter uma relação realmente saudável com ele. Basta ter sempre em mente quem está no comando e quem é o animal de estimação.

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