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Categoria: Diversos

Guarda Responsável – Parte 1: Convite a Reflexão…

A partir deste texto, darei início a um material que tem como intuito estimular uma nova e necessária leitura a respeito da presença dos cães em nossa sociedade e rotina.

Ter um companheiro de estimação é sem dúvida uma experiência muito valiosa. Repleta de descobertas, emoções, aprendizados únicos e eternos, que se bem geridos, certamente contribuirão infinitamente no aprimoramento de nossa vida.

No entanto, como para tantas outras possibilidades de vivência, devemos considerar e ponderar aspectos importantes antes da decisão final de inserir um novo ser em nosso cotidiano.

Não somente por se tratar de uma relação entre espécies distintas, com necessidades semelhantes e também opostas, como já citei nos artigos anteriores. Mas sim por esta opção portar alto teor de adaptação na rotina doméstica, social e familiar.

Citando aqui, os caninos, espécie com a qual atuo, convivo e estudo permanentemente. Seres domésticos, intensamente sociáveis. Próprios de significativa dependência no desenvolvimento de suas atividades básicas de sobrevivência em ambiente humano e convivência social. Providos de uma inteligência emocional apurada, capaz de capturar os mais simplórios estímulos ambientais e habilidade impressionante de associação e compreensão daquilo que o cerca. Esta opção merece uma atenção consciente, responsável e sensata.

Não são raros os casos aonde há uma ideia extremamente deturpada em manter um cão sob nossa responsabilidade. Atitudes culturalmente banalizadas, porém de importância indispensável na promoção do bem estar e dignidade de um animal quanto indivíduo. E é cada vez mais uma obrigação social repensa-las na prática.

Neste primeiro momento, pretendo abordar o raciocínio lógico de forma direta e clara.
Quando pensamos em abandono, possivelmente a cena que nos vem imediatamente a cabeça são cães errantes e sem raça definida (‘vira-latas’).

Entretanto, como eles foram parar ali? Sim. Muitos cães acabam nascendo (e morrendo também) em situação de rua. Mas cães não nascem em árvores. Então como isso aconteceu? E porque continua acontecendo?

Por isso, infelizmente o buraco é muito mais fundo do que parece.

Reflitamos; o que caracteriza o abandono?

Um cão negligenciado pode viver sob um teto. Possuir um nome, se alimentar regularmente e até mesmo ser dono de um conceituado pedigree.

Quando esquecido em uma garagem, sem qualquer cuidado veterinário, ou afeto. Desconsiderado como um ser que não é imune a doenças, fome  e tantas outras necessidades especificas e variáveis de um animal para outro. Quando visto como um animal que necessita liberdade incoerente a sua real capacidade de exercê-la.

Um cachorro não está capacitado a circular pelas ruas sem companhia humana, assim mesmo, quantas vezes encontramos ‘tutores’ que ignoram completamente os fatores de risco aos quais expõe seus animais ao libera-los para uma ‘tour’ pelo bairro?

E quando essa reflexão se estende, o que vem a ser os maus-tratos?
Para muitos, um cão escorraçado, agredido fisicamente ou morto através de atos cruéis.
Lamentavelmente, essa não é a única nuance de maus-tratos imposta a um cachorro.

Os maus-tratos inúmeras vezes ocorrem sob quatro paredes, sem qualquer menção física, sem grande notoriedade visual. E também em sua maioria, estão relacionados as ações anteriormente descritas, através do descaso e gradual desprezo aos principais requisitos que tornam um ser humano capaz de efetivamente manter um cão consigo.

Muitas pessoas ainda encontram no cão, um ser inferior, um ‘utensílio’, que vai desempenhar determinado papel enquanto puder ‘servir’ para tal.
É inegável que desde os primórdios, os cães possuem características natas de trabalhadores, protetores e caçadores. O que inclusive integra as atenções as quais devem ser atendidas quando decidimos trazê-los para nossa casa.

Todavia, retomando a atual condição canina em ambiente doméstico, não é necessário muito para entender que é dever do ser humano respeitar a essência do ser, e tornar seu convívio entre nós o mais pacifico e agradável possível.

O abandono é na verdade, a solidificação da incapacidade de proporcionar a um ser vivo uma atenção que possibilite a integridade de sua existência.

A conduta humana é uma agravante causa de acidentes e problemáticas em nossa sociedade. O que faz crescente a urgência de uma nova mobilização em busca da conscientização e responsabilidade social de cada cidadão.

O cão que atacou alguém na rua, teve uma causa para lá estar, e certamente uma motivação para chegar a tal reação. Assim como os cães que cruzam avenidas, ocasionalmente relacionados a acidentes entre carros ou mesmo vitimas de atropelamento. Os cão acometidos por zoonoses, os inúmeros sacrificados por não restar qualquer chance de cura, enfim… Não faltariam exemplos das consequências da nossa falta de pudor ao manipular a vida animal.

Por que tenho um cão em casa? O que este cão representa no meu dia a dia? Questionamentos importantes ao escolher a companhia canina como parte de nossa rotina.

Posso ter um cão guardião, um cão para acompanhar minhas atividades esportivas, um cão que me auxilie em trabalhos específicos, ou um cãozinho unicamente para fazer companhia. Mas jamais permitir que este cão não seja considerado como oriundo de uma natureza singular, que exige de nossas capacidades adaptativas total assessoria.

Clique aqui e confira a segunda parte deste artigo.

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Latidos – Muito além do som

latidos-300x300O latido também faz parte da linguagem natural dos cães. Alguns cães são mais sonoros do que outros, por isso podem se comunicar mais através de latidos; seja nas brincadeiras ou mesmo nas interações com seus tutores e outros cães.

Porém, não é incomum que algumas pessoas se incomodem com o ladrar dos cães e busquem uma forma de cessar este hábito.

No entanto devemos sempre considerar alguns fatores antes de intervir nesta forma de comunicação do cão. Entre estas considerações as principais são:

1) Estes latidos acontecem em situações específicas ou a todo momento sem qualquer motivação aparente?
2) Existe excesso/’compulsão’, ou alguma característica agressiva nessa conduta?
3) Há um excesso por parte do meu cão ou apenas um incomodo pessoal?
4) É de extrema importância assegurar que a saúde do animal se encontra perfeita. Pois muitas vezes latidos aparentemente sem lógica, ocultam algum desconforto físico, orgânico e também dor.

Após cautelosa avaliação, podemos entender se existe de fato razão para um trabalho mais elaborado para atenuar este comportamento.

Cuidados e prevenção de acidentes com cães e gatos nas festas de final de ano – Natal e Ano Novo (Reveillon)

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Dog-with-Fireworks-300x200Se as festas de Natal e ano-novo são motivos de alegria para muitos, para cães e gatos essa época pode ser traumática. Fogos de artifício, grande número de visitas em casa e alimentos natalinos ameaçam o sossego e a saúde dos bichos de estimação. Mas algumas dicas de como cuidar de seu animalzinho ajudam a prevenir problemas. “Os donos precisam ser proativos e se programar com seus animais muito antes da noite de Natal”, afirma Dan Wroblewski, médico veterinário formado pela Unifenas e campeão brasileiro de Agility.

Com a rotina completamente modificada durante as festas, os animais podem ficar agressivos. Um caminho para acalmá-los é a utilização de medicamentos específicos para eles. “Há ansiolíticos, fitoterápicos e diversos remédios que veterinários podem recomendar, dependendo do animal”, explica Dan.

Mas saiba que não adianta ir ao veterinário na véspera de Natal à procura de um milagre. “Há medicamentos que não funcionam de um dia para o outro, pois requerem um tratamento antecipado. O veterinário precisa de tempo para detectar o medo do animal”, esclarece Dan.

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Casa cheia

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Para que o animal se acostume com a presença de estranhos, é preciso de tempo e paciência. Se eles não estiveram habituados com a presença de outras pessoas, não será de repente que tudo ficará bem. “As pessoas deveriam socializar os animais desde filhotes”, afirma Dan.

“Se o animal não estiver acostumado com outras pessoas que podem visitar a casa, o melhor é que ele seja colocado em algum local mais tranquilo, aonde vai se sentir bem”, diz o veterinário. Outra recomendação é que o animal não seja preso por coleira, pois ele pode se assustar com os barulhos e acabar se machucando.

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Fogos de artifício

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dog-fireworks-270x300O principal barulho que costuma tirar a calma de cães e gatos são os de fogos de artifício. “É possível comprar CDs com sons de fogos de artifício para acostumar os animais desde cedo com esse barulho”, sugere Dan.

O ideal seria colocar para tocar baixinho e aumentar gradativamente esses CDs durante momentos prazerosos dos animais, como a hora da comida. Assim, eles não irão associar os fogos com algo negativo. No dia de Natal, também é recomendado colocar os sons para tocar desde cedo para acostumar os animais.

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Sugestões de procedimentos preventivos e atenuantes do stress provocado por fogos de artifício aos animais de estimação

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Comemorações com fogos de artifício são traumáticas para os animais, cuja audição é mais acurada que a humana. Muitos da fauna silvestre morrem e sofrem alterações do seu ciclo reprodutor. Os cães latem em desespero e enforcam-se nas correntes. Eles e os gatos têm taquicardia, salivação, tremores, medo de morrer, e escondem-se em locais minúsculos, fogem para nunca mais serem encontrados, provocam acidentes nas vias públicas e são vítimas de atropelamento.  Há animais que, pelo trauma, mudam de temperamento e chegam até ao suicídio.

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Adotando alguns procedimentos simples, pode-se diminuir o sofrimento deles:

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  •  procure um veterinário para sedar os animais, no caso de cães muito agitados;
  • evite acorrentá-los, pois poderão enforcar-se
  • acomode-os em um cômodo dentro da casa onde possa mantê-los em segurança, fechando as portas e janelas, bem como proporcionando iluminação suave
  • evite deixar muitos cães juntos pois, excitados pelo barulho, podem brigar até à morte
  • dê alimentos leves, pois distúrbios estomacais provocados pelo pânico levam à morte
  • identifique seus animais com placas na coleira, para o caso de fuga
  • tente colocar tampões de algodão nos ouvidos deles
  • estenda cobertores nas janelas e no chão, para abafar o som. Cubra-os com um edredon;
  • deixe o guarda-roupas aberto, mas prepare-se porque eles poderão urinar, por medo
  • coloque-os próximos a rádios ou TV ligados e vá aumentando o volume, antes dos fogos;
  • cubra as gaiolas dos pássaros
  • Florais de Bach: rescue + cherry plum + rock rose + mimulus + vervain + sweet chestnut (*)

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Estas essências, combinadas, funcionam bem para cães, gatos, aves e eqüinos. Mande preparar em farmácia de manipulação ou homeopática, SEM conservantes

(ÁLCOOL, GLICERINA e similares), e guarde-a na geladeira (dura todo o vidro, independente do que digam)

Dê 4 vezes ao dia, diretamente na boca do animal: 2 gotas para pequenas aves; 4 gotas para gatos e cães de pequeno e médio porte; 6 gotas para cães de grande porte.

Para eqüinos, coloque 30 gotas no bebedouro, 4 vezes ao dia.
Comece a ministrar o Floral 2 ou 3 dias antes das comemorações e continue por uma semana após.

( * ) receita da Drª. Martha Follainmfollain@terra.com.br http://www.floraisecia.com.br/

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Ceia especial

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O jantar de Natal é uma perdição, mas nada de dar um pedacinho de pernil ou o restinho de tender para os cães e gatos, pois essas comidas podem ser extremamente perigosas para eles. “A flora intestinal dos animais não está acostumada com ingredientes mais pesadas e isso pode provocar diarreia e até problemas mais sérios”, alerta o veterinário.

É possível, no entanto, montar uma ceia especial para os animais, com snacks próprios para bichos e até mesmo alimentos sem condimentos, como peito de peru e fígado fervidos. “Mas atenção: esses alimentos diferentes devem representar apenas 10% da quantidade de comida que eles ingerem diariamente”, afirma.

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Hotelzinho

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Caso os donos optem por colocar os pets em hoteizinhos nas festas de fim de ano e durante uma viagem, a atenção deve ser redobrada. “O mais importante é que o dono conheça exatamente o hotel. Ele vai ficar enjaulado? Vai ter contato com outros animais? Vai haver recreação?”, alerta Dan.

Para evitar que o bichinho fique muito estressado na hora da separação de seu dono, Dan também dá outra importante dica. “Leve um fim de semana antes o animal para o hotel e passe uma tarde com ele. Experimente também deixá-lo uma noite qualquer no local. Assim, ele já estará adaptado no período das festas de fim de ano”, finaliza Dan Wroblewski.

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