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Autor: Helena Truksa

Helena é Bióloga, formada pela USP, Especialista em Comportamento Animal. Atua como CEO e Terapeuta Comportamental na Ethos Animal © desde 2004, e é também Coordenadora de Comportamento Animal na ONG Patas Therapeutas desde 2013.
Sua brincadeira de criança favorita era ensinar truques a seus animais de estimação desde que tinha 10 anos de idade.
Uma brincadeira que se aperfeiçoou e se tornou seu trabalho e sua vida.

Senso de justiça nos animais: Macacos e cães julgam os humanos pelo modo como tratam os outros

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Os cães evoluíram para serem extremamente sensíveis ao nosso comportamento.
SolStock/Getty

 Seja gentil – ou seu cão poderá julgá-lo! Animais de estimação e macacos demonstram preferência por pessoas que ajudam os outros, e isto pode explicar as origens de nosso senso de moralidade.

Estudos envolvendo bebês demonstraram previamente que com 1 ano de idade, os humanos já estão prontos para julgarem as pessoas pelo modo como elas interagem. Isto levou a sugestões de que crianças têm um tipo de moralidade inata que antecede o fato de serem ensinadas a como se comportar.

O Psicólogo comparativo, James Anderson, na Universidade de Kyoto e seus colegas imaginaram se outras espécies fariam avaliações deste tipo de forma similar.

Eles começaram por testar se macacos prego poderiam demonstrar preferência por pessoas que ajudam os outros. Os macacos viam um ator ter muita dificuldade para abrir um pote com um brinquedo dentro.

Então este ator apresentava o pote para um segundo ator, que poderia tanto ajudar ou recusar-se a ajudar a abrir.

Na sequência, ambos os atores ofereciam comida ao macaco, e o macaco escolhia qual oferta aceitar.

Quando o companheiro foi solícito, e ajudou, o macaco não demonstrou preferência entre aceitar a recompensa de quem estava lutando para abrir o pote ou do ajudante. Mas quando o companheiro se recusou a ajudar, o macaco preferiu na maioria das vezes aceitar a comida de quem estava com dificuldades, lutando para abrir o pote.

Jogando bola

O time também investigou as atitudes dos macacos prego frente à justiça. Neste teste, dois atores começavam com 3 bolas cada. O ator A requisitava bolas do ator B, que lhe entregava 3 bolas.

Então o ator B requisitava bolas do ator A, e o A poderia devolver as 3 bolas ou nenhuma bola. Por último, ambos atores ofereciam ao macaco uma recompensa assim como anteriormente.

Os macacos não tiveram preferência quando o ator A devolvia as 3 bolas, mas escolhiam o ator B mais frequentemente quando o A não devolvia as bolas.

Finalmente, os pesquisadores testaram se os cães preferiam pessoas que ajudavam seu tutor. Cada tutor tentava abrir um pote e então o apresentava a um dos dois atores.

Este ator poderia ajudar ou recusar-se a ajudar, enquanto o outros ator permanecia neutro, passivo. Então os dois atores ofereciam ao cão uma recompensa e ele escolhia entre eles.

Os cães não demonstraram preferência quando o primeiro ator ajudava seu tutor, mas escolhiam com maior frequência o ator passivo se o primeiro ator se recusasse a ajudar.

Resposta Emocional

Anderson pensa que os resultados demonstram que os macacos e os cães fazem avaliações sociais de uma forma similar ao modo que os bebês humanos. “Se alguém está se comportando antissocialmente, eles provavelmente terminarão com algum tipo de reação emocional a ele.”, diz Anderson.

Macacos na natureza são mais propensos a utilizar processos similares para decidir com quais membros de seu grupo eles podem cooperar, diz o primatologista Frans de Waal, da Unversidade de Emory na Georgia, EUA, que já escreveu sobre as origens da moralidade.

“A probabilidade é que se estes animais podem detectar tendências cooperativas em atores humanos, eles podem também fazê-lo com seus colegas primatas”, diz ele.

A longa relação dos cães com os humanos significa que eles evoluíram para serem extremamente sensíveis ao nosso comportamento – não apenas ao dos próprios cães, mas também ao de outros humanos.

E nosso próprio senso de moralidade pode até mesmo ter suas raízes neste tipo de avaliações primitivas dos outros.

“Eu acho que nos humanos, pode haver esta sensibilidade básica ao comportamento antissocial nos outros. Então, através do crescimento, ganho de cultura e aprendizagem, se desenvolve em um senso de moralidade pleno”, diz Anderson.

A capacidade de fazer avaliações dos outros poderia ajudar a estabilizar sistemas sociais complexos, capacitando indivíduos a excluírem parceiros sociais ruins, diz Kiley Hamlin da Universidade da Columbia Britânica no Canada. ” Esta exclusão não apenas significa que os indivíduos que fazem avaliações sociais podem eles mesmos evitar interações sociais prejudiciais, mas também pode servir para desencorajar indivíduos de se comportarem mal em primeiro lugar, pois presume-se que eles não querem ser excluídos do sistema social.”, diz ela.

De Waal ve uma forte ligação entre moralidade e reputação: ” A moralidade humana é muito mais baseada na construção de reputação, pois por quê você tentaria ser bom se ninguém se importa? Eu não acho que você possa concluir que isto torna os macacos seres morais, mas “pontuação de imagem”, assim como a construção de reputação é muitas vezes chamada, promove um importante mecanismo chave.”

Tradução livre por Helena Truksa

Bióloga Especialista em Comportamento Animal

 

Journal reference: Neuroscience & Biobehavioral Reviews, DOI: 10.1016/j.neubiorev.2017.01.003 | Versão orignal em inglês: https://goo.gl/u29ehT

 

Curso Comportamento de Cães e Gatos na FMVZ – USP

Recentemente, Helena Truksa foi convidada a ministrar uma palestra no CURSO COMPORTAMENTO CANINO E FELINO, sediado pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo FMVZ – USP.

O curso foi organizado pela empenhada equipe do GEBEA (Grupo de Estudos de Bem-estar Animal), da mesma Universidade e o público alvo era composto por estudantes e formados em veterinária, adestradores, profissionais da área da saúde e público em geral.

Palestra “Ansiedade e Transtornos Compulsivos em Animais de Estimação”

As Preferências Musicais dos Cães Domésticos

As Preferências Musicais dos Cães Domésticos reveladas pela Sony e especialistas em comportamento animal

Para celebrar o lançamento do bombástico sistema de áudio em casa de alta potência GTK-XB7 a Sony juntou-se à especialista em inteligência animal, a Dra. Dr Anna Wilkinson, para levar a cabo um estudo sobre as preferências musicais dos cães.

O estudo intitulado “As Preferências Musicais dos Cães Domésticos” da Sony revelou que um ritmo e uma batida mais acelerados têm maiores probabilidades de deixar os cães de cauda a abanar do que relaxantes concertos de música clássica, com 62% dos cães a preferir os êxitos discográficos a sinfonias clássicas.

A reprodução de um vídeo complementar permitiu visualizar o som através das reações dos animais ao estrondoso êxito de música de dança eletrónica “Animals”, da autoria de Martin Garrix, no qual alguns amigos peludos aparecem a “festejar” junto ao sistema de áudio “one box” de alta potência, GTK-XB7, que combina a tecnologia EXTRA BASS™ exclusiva da Sony com as luzes vibrantes da coluna.

A Sony, em parceria com a especialista em cognição animal, a Dra. Anna Wilkinson, avaliou as preferências musicais dos cães domésticos e apurou que preferem os mais recentes sucessos musicais do que música clássica

O vídeo intitulado “Party Animals” mostra desde o nariz de um coelho a enrugar-se ao ritmo dos baixos, cachorrinhos de pelo longo a divertirem-se ao ritmo da música e até gatos em saltos sincronizados na pista de dança.

O sistema de áudio “one box” de alta potência oferece aos apaixonados pela música um som de fazer estremecer a alma, bem como os graves mais potentes para as melhores festas em casa.

Para marcar o lançamento do sistema de áudio “one box” de alta potência GTK-XB7 ideal para festas, a Sony desenvolveu o estudo “As Preferências Musicais dos Cães Domésticos” – um estudo científico que investiga as preferências musicais dos cães domésticos e que revelou que estes preferem os êxitos musicais mais ritmados a concertos de música clássica.

Para acompanhar o estudo, a Sony desenvolveu também um vídeo e uma experiência sonora com curadoria da inovadora empresa de produção Unit 9. No vídeo “Party Animals”, o som é visualizado através das reações dos animais, com a ajuda do novo sistema de áudio “one-box” de alta potência GTK-XB7 ao ritmo do inovador êxito de música eletrónica “Animals”.

Capaz de por todos a mexer, o bombástico GTK-XB7 integra a tecnologia EXTRA BASS exclusiva da Sony, que utiliza a tecnologia DSP para garantir que a música soa e parece ainda mais potente, com notas graves profundas e incisivas que caraterizam a música eletrónica de dança da atualidade. Além disso, o GTK-XB7 dispõe de iluminação multicolor de 3 vias – luzes de linha, flashes intermitentes e luzes das colunas – em sincronização com a música, transportando a sensação de festival para qualquer festa.

O estudo – os cães preferem Beyoncé a Beethoven

Sabendo que as pessoas desfrutam mais da música junto dos seus entes queridos, a Sony resolveu descobrir que tipo de música o melhor amigo do Homem prefere ouvir – relaxantes concertos de música clássica ou êxitos de música de dança mais ritmados.

Em parceria com a especialista em cognição animal, a Dra. Anna Wilkinson, membro da Associação para o Estudo do Comportamento animal (ASAB – Association for the Study of Animal Behaviour), e a estudante de doutoramento Natalia Albuquerque, a Sony desenvolveu o estudo “As Preferências Musicais dos Cães Domésticos”. A ASAB é uma sociedade europeia que se dedica ao estudo do comportamento dos animais.

O estudo indicou existir uma forte preferência pelas músicas mais populares em detrimento da música clássica mais conhecida, com 62% dos cães a escolherem ouvir espontaneamente música moderna, comparativamente com apenas 38% dos cães a preferirem música clássica.

Quando confrontados com 10 opções de escolha entre os dois géneros musicais na tabela de preferências, os cães preferiram significativamente as músicas mais modernas, com um número mais elevado de cães a passar mais tempo junto da coluna que reproduzia música moderna mais ritmada do que junto da coluna que reproduzia música clássica, sugerindo a sua preferências pelas músicas de ritmo mais acelerado e com mais batidas.

Foram utilizados dois sistemas de áudio GTK-XB7 da Sony durante a experiência para reproduzir música moderna e música clássica para os cães, tendo as suas reações sido documentadas e comparadas.

A música foi reproduzida a partir de ambas as colunas, uma faixa em cada coluna; as músicas foram apresentadas aos pares e a colocação da coluna, bem como a ordem das combinações musicais foram aleatórias de forma a garantir resultados imparciais. Os estímulos incluíram cinco famosas músicas clássicas de compositores como Mozart e Pachelbel, bem como cinco músicas de artistas populares, desde Elvis Presley e Martin Garrix até Justin Bieber e Beyoncé.

Analisando os resultados, a Dra. Anna Wilkinson declarou: “Este estudo demonstra que existem diferenças interessantes nas preferências entre a música popular e a música clássica. Quando confrontados com uma seleção de 10 músicas de ambos os géneros musicais, os cães elegeram constantemente o sistema de áudio GTK-XB7 da Sony que reproduzia música popular em detrimento do sistema que reproduzia música clássica.”

O vídeo – “Party Animals”

Em 2015, a ciência da Cimática foi colocada à prova e, este ano, a Sony leva as experiências sonoras científicas para o próximo nível, juntando o sistema de áudio “one box” de alta potência GTK-XB7 a animais domésticos para avaliar as suas reações à música.

Para dar vida ao GTK-XB7 e a este estudo, a Sony colaborou com a Unit 9, bem como com especialistas em comportamento animal e um veterinário no local para criar um vídeo representativo das dimensões e do âmbito de uma festa com o GTK-XB7 através do contraste com uma série de animais domésticos.

O vídeo retrata gatos, cães e coelhos em espetaculares imagens de 1000 fps (frames por segundo) em câmara super lenta à medida que estes reagem à música reproduzida, destacando cada funcionalidade do produto através de uma série de “cenários”.

Os jatos de ar recriam a impressionante pressão do som do sistema GTK-XB7, enquanto a iluminação do ambiente combina com os LED e flashes multicolores da coluna. Um dos destaques deste vídeo é a ênfase dado à tecnologia EXTRA BASS™ através de um gato persa que repousa tranquilamente sobre a coluna à medida que esta vibra ao ritmo da música num subwoofer exposto.

O potencial festivo da coluna é ainda destacado numa cena em que animais secos e molhados, incluindo cães da raça Basset Hound, Puli, Chow-Chow, gatos persas e coelhos dançam e sacodem-se ao ritmo da música.

Alberto Ayala, Diretor de Vídeo e Som na Sony Europe, afirmou sobre o vídeo: “O XB7 tem tudo a ver com diversão; a portabilidade, a pressão do som, a iluminação e a tecnologia EXTRA BASS™ significam que é possível desfrutar de uma festa de classe superior onde desejarmos. Para marcar o lançamento das novas colunas de elevada potência queríamos elevar a diversão para novos patamares – e poderá haver algo melhor do que convidar os nossos amigos de quatro patas para participar das festividades?!”

Making of:

fonte: https://www.telemoveis.com